Série Crônicas Delorianas

Hoje terminei o primeiro manuscrito do segundo livro da série que chamei de Crônicas Delorianas: “A Queda de Durkheim”. Apesar de algum lançamento desta série não estar próximo, fiquei com vontade de compartilhar um pouco sobre esse meu novo trabalho.

Há alguns anos atrás decidi que estava cansado de criar apenas histórias de fantasia clássica, ou alta fantasia, aquelas com os tradicionais cavaleiros, dragões, feiticeiros, elfos, etc e tal. Então comecei a desenvolver um mundo onde houvesse magia, mas que fosse diferente destes mundos fantásticos que foram popularizados por RPGs seguindo as mitologias nórdicas e/ou célticas.

Outro problema era o tipo de narrativa, de busca (quest) também muito frequente, na qual heróis precisam salvar o reino, ou o mundo e enfrentam vilões, normalmente comandados por um senhor sombrio, ou coisa do gênero. Queria algum tipo de narrativa diferente, algo que misturasse aventura, fantasia (magia) e o gênero policial. Quanto ao gênero, não consegui ainda classificar bem… Mas há influências do romance planetário (sem ser ficção científica) e o cyber-punk, ou algum tipo de Retro-punk, ou Steam Punk (sem vapor predominante?), mas algo próximo disso. (Já vi usarem o termo Fanta-punk, mas acho horrível!) Talvez Cristal-punk fosse algo mais próximo, mas apenas como uma das influências.

Atualizado (maio/2016): Leia o primeiro volume da série, Lentes da Perdição, no Wattpad.

Foi com essas inquietações em mente que criei o mundo chamado Dellora, ou Berço dos Cristais, uma terra habitada por uma humanidade que ainda florescia com povos períodos semelhante à antiguidade clássica, com navios, comercio, manipulação de metais e etc. Com a chegada dos feiticeiros Wlegdars, alienígenas imperialistas que conquistam mundos, mudando-os ecologicamente para torná-los habitáveis, todos estes povos se veem escravizados. Dellora, um mundo praticamente estéril em magia, mas rico no preciso cristal usado pelos Wlegdars para armazenar energia mágica e suas naves transdimensionais e modificado e aos poucos torna-se mágico e habitado por criaturas fantásticas trazidas pelos conquistadores. Os anos de escravidão são longos e o domínio dos Wlegdars é cruel, pois reduziram a condição dos povos a meros animais.

Com a chegada dos inimigos ancestrais dos Wlegdars, os feiticeiros Elkins, que lideram uma liga de povos contra a tirania Wlegdar, os povos de Dellora lutam e conquistam a tão sonhada liberdade. Muitos anos depois da muito questionável derrota dos Wlegdars, os povos estabelecem reinos e países tentando retomar sua cultura quase esquecida e destruída pelo período de escravidão e conviver com novas raças trazidas pelos Elkins e que ficaram presas em Dellora quando a principal nave Elkin é derrubada durante a guerra.

Uma das nações deste novo mundo é Durkheim, ponto onde começa a trama da série que comecei a escrever. Da antiga cultura, foram resgatados os tomos da ciência, uma maneira de estudar e transformar o mundo particular dos nativos de Dellora e incompreensível em algum grau para os feiticeiros Wlegdars e Elkins e demais raças fantásticas. O famoso cientista Rupert Aren publicou um tratado científico que descreve a física por detrás dos fenômenos mágicos criando uma nova linha de ciência, chamada Thaumatofísica das quais derivam a Engenharia Thaumatônica e outras ciências próprias dos povos de Dellora. A industrialização da magia muda radicalmente o modo de viver em Dellora e cria uma nova ordem mundial.

Durkheim torna-se um dos primeiros reinos industrializados deste novo mundo que após avanços no pensamento, recusa a velha monarquia absolutista, e, através da Revolução Gloriosa, adota um novo sistema de governo, o Socialismo Multipartidário. O país enfrenta uma crise energética, mas avanços na ciência prometem atender a crescente demanda por energia manótica que trouxe dependência interna e ameaça romper o equilíbrio no cenário internacional.

É neste contexto, cinquenta anos depois desta revolução que vamos conhecer os protagonistas dos livros, Ilya Gregorvich, um jovem estudante universitário de matemática que “pulou” o ensino médio e foi convidado a ingressar na Universidade de Voln, na capital de Durkheim, e Halle Bremmen, um “eterno” estudante repetente do curso de arqueologia que ainda não conseguiu completar sua graduação após dez anos de estudos. A dupla divide um alojamento e após um estranho evento na comemoração de cinquenta anos da Revolução Gloriosa, se veem envolvidos numa conspiração que envolve o governo, o crime organizado e precisam lutar para salvar suas vidas e entender o que está acontecendo nos bastidores da crise energética.

A série até agora tem dois livros: Lentes da Perdição e A Queda de Durkheim. No horizonte está o terceiro livro que ainda estou planejando e vai se chamar O Príncipe das Sombras.

E então, parece interessante?

3 comentários em “Série Crônicas Delorianas

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