Retrospecto de 2014

Bem, este é o último dia do ano. Como já fiz algumas vezes, vou fazer aqui um resuminho. É também oportunidade para ver se rolou alguma coisa interessante que acabou passando batido. Bora lá?

LANÇAMENTOS DA MULTIVERSOS

Fiz o lançamento do, muito esperado por muitos, Oráculo Esquecido. Para mim foi um grande feito conseguir terminar e publicar essa história que comecei a escrever em 1996.

Wattpad. Descobri essa plataforma para ler livros e conhecer novos autores, mas também para divulgar meu trabalho e obter feedback. Já lancei 3 títulos:

Também soltei versões revisadas de Olhos Negros e Maré Vermelha (como eBook).

RESENHAS.

Tivemos 12. Claro que li livros de outros assuntos e alguns que não resenhei também.

ELANTRIS_1352039060PBrandon Sanderson – Foi uma felicidade ter lido 5 livros do autor este ano. Ele é muito bom, certamente está entre meus 5 autores favoritos atualmente.

 

 

 

Bernard Cornwell – Conheci esse escritor fabuloso e dois de seus livros de ficção histórica.

 

Fantasia. Foram livros que li dentro da ideia de ler o cânone de fantasia. Gostei muito do segundo livro da série de Earthsea, de Ursula K. Le Guin. Se tiver oportunidade, terminarei de ler a série em 2015. Li o primeiro e segundo livros da série de Xanth, mas só resenhei o primeiro. Dificilmente vou continuar lendo a série, mas valeu conhecer. E as aventuas de Farfd e Grey Mouser são imperdíveis. Fritz Lieber é um grande mestre da fantasia. Cheguei a ler mais coisas dele, mas não resenhei. Fiquei me devendo ler mais livros do Moorcock este ano….

Bizarrices. Foi legal conhecer Leonel Caldela num romance de  fantasia/horror que se passa no Brasil, mas ler Kurt Vonnegut é sempre um prazer e uma surpresa.

PRODUÇÃO

Alguns leitores me escrevem perguntando sobre próximos romances… Pretendo publicar dois, dos três que tenho “prontos” em 2015. Continuo escrevendo dois romances, um que ainda não tem título, mas que pós-apocalíptico e de fantasia num mundo que em que já houve alta tecnologia. Outro, por enquanto, se chama “Herdeiro de Kamanesh” e se passa cerca de vinte anos depois de “Oráculo Esquecido”. Ainda não decidi se será um livro único, ou uma série. Bem, na verdade tenho cerca de 6 romances em andamento, mas decidi focalizar nesses dois. Às vezes a inspiração para um deles se esvai… E acabo pegando um outro, ou até começando algo novo. Vamos ver onde a inspiração me leva em 2015.

Também estou trabalhando para publicar alguns contos que estavam parados… Coisas esquisitas. Tem uns três de Sci-Fi bem malucos, um de super-heróis e também, uns de fantasia da Terra das Nove Luas, que não podiam faltar, né?

Estive fazendo uma adaptação/expansão do Memorial de Quill para quadrinhos, mas parei com o projeto. Depois de tentar ilustrar eu mesmo, decidi contratar bons desenhistas, mas dei azar e a coisa toda não foi para a frente. Se souberem de um bom quadrinista que está em busca de histórias para soltar seu traço, me avisem, ok?

2014 foi bem produtivo, especialmente considerando o fato que estou com uma filha de 4 anos e que este ano nasceu meu segundo filho, que está agora com 5 meses. Fora isto, meu trabalho de 6 horas, transformou-se de 8+. Enfim, o tempo para escrever anda bem reduzido, mas ainda assim, tenho conseguido alguma coisa… Que venha 2015. Tudo de bom para vocês e obrigado por acompanharem meu trabalho.

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O Código Élfico – Leonel Caldela

Código ÉlficoSanto Ossário, a cidade para onde todos voltam, uma pitoresca cidadezinha brasileira de interior, chega a ser um personagem na trama ousada delineada pelo autor em O Código Élfico. Digo ousada, por que não é todo dia que nos deparamos com a mesclagem de gêneros e temas que Leonel empreendeu para constituir este romance. Talvez a mais relevante seja a ideia de mesclar fantasia de origem estrangeira (no caso nórdica) num pano de fundo de brasilidade, algo que é possível encontrar na literatura de cordel, ou na série de Roberto Sousa Causo, a Saga de Tajarê. Mas o Código Élfico não se enquadraria no gênero borduna e feitiçaria, tampouco espada e magia. De algum modo, lembra uma das séries de Michael Moorcock, The Dreamthief’s Daughter, The Whitewolf’s Son e The Skraeling Tree. Nela, um dos personagem clássico de histórias de espada e magia, Elric visita a terra através de Ulric Von Bek, e por exemplo, há uma batalha entre uma revoada de dragões montados pelos lordes de Melninbonè contra esquadras de aviões da Luftwaffe durante a segunda guerra mundial. Em o Código Élfico, vemos elfos montados em grifos combatendo helicópteros Apache, Black Hawks e aviões bombardeiros.

A mesma vibe.

Aliás, definir o gênero do livro é um pouco desafiador, pois ele varia ao longo do livro. Em alguns momentos, predomina o horror, em outros, há uma pitada de sátira envolta no uso de meta linguagem de filmes e da própria ficção literária. Em outros, há um tom de narrativa oriental, zen-budismo e momentos “filosóficos”. Ali na esquina, estamos beirando o gênero de super-heróis, com socos que arremessam inimigos a vinte metros de distância e monges que provocam tufões arrasadores soprando automóveis e outras coisas. Há também uma pitada de fantasia e magia, aqui e ali, e mesclagem com alta tecnologia, engenharia genética e outros bichos. Sei lá, algo como salada fantástica horrorífica à brasileira. Ou talvez, simplesmente New Weird (mas confesso que entendo pouco deste gênero).

 Não foi um livro fácil de ler, pois durante quase todo desenrolar da trama algo ficava faltando para dar liga e transformar o livro num “virador de páginas” (aqueles que não conseguimos parar de virar as páginas). Não digo com isso que o livro seja ruim, na verdade, há muitos elementos nele que me agradaram. Vamos a eles. (mais…)

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O Arqueiro – Bernard Cornwell

ArqueiroUma vez que abri o espaço aqui para ficção histórica com a resenha de 1356, continuemos… Ler este livro não estava nos meus planos, mas tive uma fortuita visita de um colega de trabalho trazendo o livro e perguntando se eu não gostaria de ler para depois discutirmos. Então aceitei. Li bem rápido, pois queria devolver e por que o livro é muito bom!

Por coincidência, o Arqueiro é o primeiro livro da saga de Thomas de Hookton (que vimos em 1356). Faz parte de uma série chamada Trilogia do Graal. O segundo livro é “O Andarilho” e terceiro “O Herege”. Em “O Arqueiro”, vamos conhecer Thomas em suas origens, ainda um rapaz, vivendo na vila de Hookton, na costa da Inglaterra. Thomas, mesmo contra a vontade do pai, que é um estranho padre de passado misterioso, aprende a usar o arco, desde a infância, por influência de seu avô. A vida e o destino de Thomas mudam quando Hookton é arrasada por uma incursão de piratas franceses lideradas pelo cavaleiro Guillliaume d’Evecque e a relíquia guardada por seu, a lança de São Jorge, é roubada.

Anos depois, Thomas serve no exército inglês numa busca pessoal por vingança. Há três segmentos narrativos que acompanham o avanço de Thomas, Bretanha, Normandia e Crecy. No primeiro segmento, Thomas é comandado pelo competente Will Skeat e a missão deles é tomar a cidade de La Roche-Derrien. A trama vai se formando na medida em que surge um de seus antagonistas direto, Sir Simon Jekyll e a donzela (e depois interesse romântico) em perigo a quem ele salva, Jeanette. (mais…)

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O Último Draconiano (e outras novidades)

o ultimo draconianoHá alguns dias, me deparei com dois contos que escrevi há algum tempo e que estavam parados, pegando poeira. Na verdade, percebi que nunca havia publicado nenhum conto meu. Dei uma procurada e descobri alguns… Desde coisa bem antiga até outros recentes. Resolvi desenterrar! Comecei a revisando e reescrever para disponibilizar no Wattpad.

Alguns leitores me escrevem perguntando sobre próximos romances… Estou com planos de publicar dois, dos três que tenho “prontos” em 2015. Continuo escrevendo dois romances, um que ainda não tem título, mas que pós-apocalíptico e de fantasia num mundo que em que já houve alta tecnologia. Outro, por enquanto, se chama “Herdeiro de Kamanesh” e se passa cerca de vinte anos depois de “Oráculo Esquecido”. Ainda não decidi se será um livro único, ou uma série.

Voltando aos contos, acho-os um tanto esquisitos. Tem uns três de Sci-Fi bem malucos, um de super-heróis e também, uns de fantasia da Terra das Nove Luas, que não podiam faltar, né? Aqui vai o primeiro conto da série “esquisita”. Estou com planos de fazer ilustrações para capas de todos eles. No caso do primeiro, acabei optando por uma fotomontagem. Eu não tenho o costume e nem sei se levo muito jeito para escrever contos… Romances fluem com mais facilidade para mim, mas aí está um deles. Espero que gostem.

O Último Draconiano.

O último draconiano desperta após hibernar por longos três mil anos. Após encontrar seu lar destruído e descobrir quem o destruiu, parte para um confronto de vida ou morte a fim de libertar a galáxia das mãos de um tirano que não deveria existir.

Leia no Wattpad. (melhor experiência de leitura em celulares e tablets)
Ah, e comentem lá no Wattpad.

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The Emperor’s Soul – Brandon Sanderson

Capa The Emperors SoulVocê acha que é possível recuperar a alma de uma pessoa que entrou em estado de coma? Essa é a premissa deste livro. A feiticeira Shai, tem apenas 90 dias para recriar a alma do imperador de Rose. Algo que nunca foi antes feito, ou tentado, por nenhum feiticeiro. Brandon Sanderson é o tipo de autor para aqueles amam fantasia, magia e gostam de ser surpreendidos por tramas bem boladas e sistemas de magia inusitados.

Este é um livro bem diferente dos que já li do autor até então. Não só por não ser um romance, e sim uma novela (mais curto), mas também quanto ao tipo de trama. Fiquei curioso quanto a este livro, por se passar em Sel, o mesmo mundo do romance Elantris. Porém, o Império Rose, um lugar inspirado em estética e filosofia oriental, fica em outro continente e bem distante da cidade de Elantris. Não há nenhuma relação de dependência entre os livros. Um pode ser lido sem o outro e vice-versa. (mais…)

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Lançamento – Oráculo Esquecido

capa livro ORACULOESQUECIDOAgora sim! Está disponível o último volume da série: Trilogia do Novo Elo. Você não conhece a série? Leia mais aqui.

Sinopse:

As esperanças do reino de Lacoresh estão nas mãos de Kyle e seus companheiros e sua missão de obter respostas junto ao Oráculo.  Mas antes de obter tais respostas, outras revelações mostram que um mal que surge nos reinos do Vale Verde. Seria algo ocorreu no passado? Ou que acontece no presente? Poderia este mal ancestral ir contra os planos dos necromantes de Lacoresh?

Muitos perigos esperam por eles nesta jornada: bruxas, demônios, seres mágicos, terríveis monstros, nobres poderosos e gananciosos e até criaturas de outras dimensões. Haverá mesmo salvação para Lacoresh? Será possível evitar a Grande Eclosão? Há muitas perguntas a serem respondidas, assim como, novas perguntas a serem feitas.

Na conclusão desta trilogia, também voltaremos a acompanhar o anti-herói Calisto, e finalmente conheceremos mais a fundo os líderes necromantes e suas motivações. Desvende os segredos do passado. Volte a Lacoresh, explore milenar cidade estado de Tchilla, outras diversas locações do velho continente e até outras dimensões. Descubra o destino deste vasto elenco de personagens e seu papel na construção deste momento histórico da Terra das Nove Luas.

Download via Smashwords!

Agradeço aos leitores da versão beta que me deram retorno, permitindo promover alguns ajustes para a versão final. (mais…)

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Elantris – Brandon Sanderson

Capa ElantrisComigo é assim, não sei com você. Quando pego um livro de fantasia para ler quero me envolver com os personagens e ser transportado para uma outra realidade. É por isso que tenho achado Brandon Sanderson um escritor maravilhoso.

Depois de ler alguns livros do Sanderson, percebemos algumas de suas virtudes: sólida construção de personagens, conflitos a serem resolvidos por estes personagens, criação de mundos de fantasia críveis, presença de tramas de cunho político, criação e uso de religiões como parte das tramas, sistemas de magia criativos e cujas regras ficam evidentes aos leitores, conferindo “realidade” à magia, capacidade de criar boas cenas de ação e em alguns casos, suspense.

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A Spell for Chameleon – Piers Anthony

Este é o primeiro livro da série Xanth, uma série de fantasia criada pelo escritor inglês, Piers Anthony, que tem até agora, 38 livros publicados.

Xanth é uma terra mágica, muito, muito cheia de magia mesmo, ao ponto de gerar confusão para o leitor do tipo “será que vale-tudo neste livro?”. Li sem saber nada, sem ter lido nada a respeito e minha sensação ao iniciar a leitura foi: “Cara, isso é uma viagem de ácido muito louca!”. A boa notícia é que o “ácido” vai assentando e ao final do livro, as coisas acabam fazendo sentido. Outra coisa que me surpreendeu foi alguns temas abordados pelo autor… Fiquei com uma sensação do tipo, “Quando esse livro foi escrito? 1940? Antes?” Mas depois descobri que o livro foi publicado em 1977, não era tão velho assim. No geral, percebe-se uma visão machista e temas sexuais também tangenciam a trama.

Neste livro acompanhamos Bink, um homem (que parece ser o único ser de Xanth) que não possui um talento mágico. Ele precisa descobrir se possui magia, ou será exilado, enviado para a terra não-mágica chamada Mundania. Ele sai de sua vila para buscar um “bruxo sábio” que poderia indicar se ele possui ou não magia. No caminho, enfrenta uma avalanche de perigos e encontra uma dezena de personagens que o ajudam, ou atrapalham em sua missão. Xanth é um terra de muitos perigos, até pensei no termo “montanha russa de ameaças mágicas” para descrever os perigos que os personagens precisam vencer quase o tempo todo, durante a trama.

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Warbreaker – Brandon Sanderson

Warbreaker CapaNeste romance somos apresentados a mais um dos típicos mundos de Brandon Sanderson, ou seja: personagens cativantes, tramas interessantes e como sempre, sistemas de magia inovadores. Nele, há um tipo bizarro de magia relacionado às cores. Todas as pessoas possuem uma energia BioCromática chamada de Sopro, (sopro vital, ou Breath). Quanto mais sopros uma pessoa acumula, mais efeitos mágicos ela pode produzir, sendo o mais notável a animação de objetos e seres mortos, habilidade conhecida como Despertar (Awekening). Diferente da maioria dos livros do autor, não faz parte de uma série, mas não é por isso que tem ambientação ou sistemas de magia inferiores.

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