Mistborn, the Final Empire – Brandon Sanderson

MistbornUau, que livro! Mistborn, the Final Emprire é o primeiro de três livros da série de fantasia de Brandon Sanderson conhecida como Mistborn. É o primeiro livro que li deste habilidoso autor. Virei fã instantâneo. Já estou quase na metade do segundo livro e gostando bastante… Sanderson já tem um título publicado aqui no Brasil: Elantris (e que já entrou para minha fila de leitura).

Mistborn é fantasia, mas diferente do que lemos por aí… A história se passa em Scadrial, um mundo no qual se ergueu um poderoso império governado pela mesma pessoa (Lord Ruler), um ser que alcançou a imortalidade e governa como se fosse um deus. Tudo parte desta premissa: Como seria um mundo dominado por um governo tirânico e milenar de imperador imortal, que fora anteriormente profetizado como o salvador do mundo? É isso que veremos nesta série, cheia de intrigas, magia e uma arte marcial peculiar.

Este mundo é assolado por constantes chuvas de fuligem e cinzas durante os dias, e, durante as noites, é invadido por uma misteriosa névoa que cobre toda sua superfície. Lendas apontam para criaturas horríveis que vivem nestas névoas (ou vem com elas) e poucos tem coragem de sair de suas casas durantes as noites. A economia é baseada na força de trabalho de uma casta de humanos escravizados chamados de Skaa. Os nobres governam com mão de ferro e os Skaa oprimidos são seres abatidos e apáticos. O imperador parece impossível de se derrotar e ninguém acredita que isto pode mudar.

Boa parte da história se passa no centro deste império, a capital, Luthadel. O lugar que sustenta um submundo onde gangues de criminosos conseguem sobreviver. Luthadel é o fulcro deste mundo cinzento no qual o verde desapareceu e a população sofre abusos constantes. Crimes como assassinato e estupro cometidos pela nobreza contra os escravos, são tidos como normais e não caem na atenção das autoridades. A própria nobreza é duramente fiscalizada e de certo modo oprimida pelos “Obrigadores” e Inquisidores que fazem parte do clero que sustenta e executa as leis, promovendo o governo no qual a vontade do imperador deus prevalece. É um mundo triste cruel de onde a esperança parece já ter desaparecido por completo.

É difícil falar mais sobre o livro sem atingir algum nível de spoilers. Tentarei minimizar possíveis spoilers então. Um dos pontos fortes do livro está nos personagens. Acompanhamos o sofrimento destes e como isso os transforma ao longo da narrativa.Temos dois personagens centrais nesta história, Kelsier, um dos líderes dos típicos pequenos grupos de bandidos que vivem de roubar a nobreza e Vin, uma adolescente que tenta sobreviver no perigoso submundo dessas equipes de criminosos altamente especializados. O grupo de ladrões recrutados por Kelsier, a elite dos ladrões do submundo, também são personagens muito interessantes e cativantes. Eles, em companhia de Vin acabam aceitando a missão mais desafiadora, e louca, de todas as suas vidas (bem, leia para saber o que).

Outro ponto muito legal do livro é o sistema de magias bastante diferente e original. Aqui, um pouquinho de spoiler: a magia é chamada de Alomancia e é derivada da transformação de metais e ligas metálicas para convocar um conjunto específico de efeitos mágicos. São quatro pares básicos de metais que permitem convocar poderes como força, agilidade, aguçar de sentidos, influenciar emoções e o mais fantástico destes que é a capacidade de atrair ou repelir metais (uma espécie de telecinese seletiva a metais). Normalmente, os Alomanticos (como são chamados esses magos), só possuem um poder. Os raros seres, talvez algo como um em um milhão, que possuem todos os poderes em conjunto são chamados de Mistborn. E muito do equilíbrio do poder neste império está naqueles que podem contar com estes Mistborns como seus aliados. Além desses, os Inquisidores de Aço, um pequeno secto de clérigos tão ou mais poderosos que os próprios Mistborn servem fielmente o imperador, tornado-o ainda mais poderoso e inatingível.

Os principais temas trabalhados no romance são amizade, confiança, traição e amor. É uma história como muito suspense e ação, com grande ritmo e que prende o leitor. Disto isto tudo, fica a dica: altamente recomendado! Excelente entretenimento. Até o próximo!

O Oráculo Esquecido – Ficou Esquecido Mesmo?

Como alguns já sabem, este é o título do próximo lívro da série Trilogia do Novo Elo, iniciado por Olhos Negros e continuado em Maré Vermelha. (ambos livros disponíveis para download gratuito).

Estou escrevendo justamente para dar notícias sobre a produção do livro. O que acontece é que há alguns anos interrompi a escrita do terceiro livro, pois estava com a mente fervilhando para escrever romances de outros temas. Coisa que fiz. Escrevi O Memorial de Quill, A Morte de Öfinnel, Lentes da Perdição, A Queda de Durkheim e mais uns cinco romances pela metade e alguns contos.

O fato é que me afastei desta conclusão por que ficou a tarefa era difícil e desafiadora. Afinal, os dois primeiros livros da série são bastante complexos. Há muitos personagens e tramas e sub-tramas acontecendo ao mesmo tempo. Como encerrar e arrematar tudo isso? Não só arrematar, mas obter um resultado à altura dos livros anteriores? É a pergunta que ficava martelando… E com isso, me afastei para escrever outras coisas novas, para as quais não haviam tantas amarrações assim.

Bom, mas de 2012 para 2013, resolvi que teria como foco terminar este livro. No início foi difícil retormar a trama. Tive que ler os livros anteriores pela n-ésima vez e isso já não bastava. Tive que estruturar as informações de personagens e de tramas a fim de manter a coerência. E mais, agora, por que já tinha escrevi mais dois livros da Terra das Nove Luas e uns 3 outros pela metade, fechar coerência também com esse material adicional.  Mas ter coerência, não é tudo… É só o básico. Além disso, precisava construir fechamento adequado para tramas abertas, para evolução dos personagens e algo que me convença, como leitor, de que o desfecho é satisfatório. Enfim, tenho ainda um grande trabalho adiante.

As boas notícias é que já peguei um bom ritmo com a escrita e consegui avançar bastante do ponto que havia parado (capítulo 45). Nesta última semana, consegui estabelecer também o caminho estrutural para o(s) final(is). Os finais? Mais de um? Tecnicamente, não, mas na prática, um final apenas não será suficiente para contemplar o principal destino dos personagens mais importantes envolvidos na trama. Então, além do final principal (que é o final do enredo principal) decidi incluir alguns epílogos com finais dos personagens não envolvidos diretamente no fechamento principal. Será que vai dar certo? Ainda me pergunto isso… Mas, 2013 está aí para responder essa e outras perguntas. O bom é que se eu mudar de ideia, ou seja, se aparecer alguma ideia melhor, posso mudar as coisas. Essa é uma das partes divertidas de escrever romances.

Outra curiosidade que os leitores podem ter. A história vai realmente acabar neste livro? Bem, sim e não! Como disse, já tenho mais livros em desenvolvimento e uma nova série, para a qual ainda não tenho nome, nem o número de volumes. Esta virá depois, mais ou menos 20 anos depois da Trilogia do Novo Elo. Teremos um novo conjunto de protagonistas, mas isso não significa que alguns personagens da primeira série não possam também participar. Bem, mas é hora de focalizar e retornar ao projeto do ano: O Oráculo Esquecido.

E mais uma coisa, como os outro livros da série, também estará disponível para download gratuito.

Até a próxima!

Livraria Limítrofe – Alfer Medeiros

Não-Capa do Livro

Para começo de conversa, eis que temos um livro diferente em mãos! Foi uma boa sacada da Editora Estronho / Selo Fantas optar por deixar este livro sem uma capa. Isto pois, Livraria Limítrofe, o Adeus, trata de um lugar fantástico habitado pela imaginação de leitores tendo com referências seus livros favoritos. Cada leitor trás à livraria uma nova experiência. A cada encontro, uma nova e distinta porta de entrada, assim, faz sentido a capa faltando, pois cada leitor também poderá construir sua própria experiência de leitura e, talvez, imaginar ou até construir sua capa.

Neste livro, vamos conhecer o simpático Livreiro Limítrofe que está prestes a aposentar-se e precisa encontrar um sucessor para esse trabalho bastante incomum: cuidar de uma livraria mágica na qual a imaginação dos leitores trás à vida escritores, personagens, criaturas e cenários fantásticos. Pode soar algo sem pé nem cabeça, mas conforme o Livreiro Limítrofe explica sobre o funcionamento da livraria, tudo começa a fazer algum sentido e se estabelece um ótimo cenário para diversão.

O escritor então nos trás uma série de depoimentos de pessoas com o mais variado perfil sobre sua experiência em torno desta livraria sobrenatural. Os episódios são muito bem narrados e dificilmente fazem uma referência explicita aos títulos de livros, personagens ou escritores que homenageia. O leitor com alguma bagagem de leituras vai se beneficiar desta identificando as referências feitas pelo autor e que tornam os episódios interessantes. Este é o ponto forte, mas também um potencial ponto fraco do livro. Pois, pode acontecer de haver leitores que não identifiquem determinadas referências estabelecidas tirando um pouco da magia e riqueza construída naquele segmento. Para citar exemplos, em um dos capítulos temos referência ao escritor H.P. Lovecraft, não tão conhecido do público geral e, em outro,  à Morte uma personagem de Neil Gaiman (dos quadrinhos Sandman). Não vou ficar citando todas as referências, seria uma espécie de spoiler, mas o fato é que um melhor aproveitamento do livro acaba passando pela necessidade de encontrar leitores familiarizados com determinados gêneros, autores e livros. Mesmo com esta questão em mente, é um livro que funciona muito bem dentro de sua proposta e que também faz referências a autores e personagens da literatura brasileira.

O livro poderia ter passado sem o capítulo em que recebe a visita de uma pessoa que infelizmente, como muitos, não teve a oportunidade de desenvolver o hábito e gosto pela leitura. Uma outra aventura de imaginação literária substituiria muito bem esta passagem. Mas este fato chega a perturbar o conjunto da obra, muito feliz em cumprir seu propósito e proporcionando uma leitura prazeirosa e memorável.

É um tipo de livro que poderia gerar um bom filme, ou mesmo, uma ótima série televisiva. Mas enquanto isso não vem, vamos de série literária! Pois é, está programado para este ano segundo livro: Livraria Limítrofe – Angelina. Então, até lá!

Veja mais sobre o livro:
http://www.fantas.com.br/index.php/livraria-limitrofe

Sobre o autor:
http://www.alfermedeiros.com.br/

Eric – Terry Pratchett

EricLer a série Discworld de Terry Pratchett sempre tem sido um grande prazer. Neste, que é o nono livro da série, voltamos a acompanhar o mago Rincewind (e sua inseparável bagagem) que se envolvem com o jovem demonólogo, Eric. Trata-se de uma paródia ao livro Fausto. Eric acredita que Rincewind poderá satisfazer seus desejos de ser o governante do mundo, conhecer a mulher mais bonita do mundo e viver para sempre. O mago até argumenta que não poderia fazer algo assim com um simples estalar de dedos, mas de algum modo, o faz…

Rincewind e Eric fazem uma série de viagens dimensionais (e temporais) se envolvendo em situações hilárias. Visitam o Império Tezumen, uma paródia do Império Asteca. Em outra passagem, também no passado do Discworld, se envolvem numa paródia da guerra de Tróia. E finalmente, a melhor das viagens: a estadia numa versão modernizada e burocratizada do Inferno. O rei dos demônios, Astfgl, é um personagem memorável. Morte também faz duas aparições engraçadíssimas. Entre outros ótimos personagens da trama está o papagaio de Eric. Muito divertido!

Talvez não seja um dos melhores livros da série, mas isso ainda é melhor que muito livro que tem aí na praça (recentemente abandonei dois títulos de diferentes autores, pois estavam insuportáveis). Enfim, mais um título “do Disco” com diversas situações impagáveis. Terry Pratchett é um gênio neste gênero. Leia, leia, leia!

Retrospectiva 2012

2012 foi um ano bastante movimentado e fortuito. Felizmente, o mundo não acabou e termos muito mais para 2013!

Neste ano, fiz 18 resenhas, escrevi três contos (que publicarei em 2013), fiz revisão nos formatos de Olhos Negros e Maré Vermelha, falei sobre três autores, terminei (primeiro draft) do livro A Queda de Durkheim, da série Cronicas Delorianas, entramos no Facebook, lancei Keel the Demonslayer e recebi diversos comentários positivos de leitores sobre os livros Olhos Negros e Maré Vermelha.

Então vamos lá, para os destaques de 2012!

Resenhas

Post sobre A Queda de Durkheim - Série Crônicas Dellorianas

Sobre autores

Lançamento de Keel the Demonslayer


Keel the Demonslayer Cover 
Para que não viu, o livro foi lançado apenas em Inglês, mas vamos lançá-lo em português em 2013.

Keel the Demonslayer (matador de demônios)  é uma aventura de fantasia épica, a história de vida de Keel contada  por seu próprio espírito aprisionado. Ele viveu durante a Guerra Milenar – um conflito mundial que reuniu muitas nações e raças a fim de sobreviver às hordas de invasores demoníacos após a abertura dos portões do inferno.  Descubra a Terra das Nove Luas, um mundo cheio de magia, armas fantásticas e batalhas épicas. Confronte infinitas hordas invasoras, as enormes rainhas-demônio  e um dos  quatro Duques do Inferno. E, além disso, conheça uma ameaça ainda maior do que a invasão. Algo que Keel deverá confrontar em segredo… Junte-se a Keel e seus companheiros nesta aventura. Leia mais sobre o livro aqui.

Alguns comentários sobre Olhos Negros e Maré Vermelha:

Parabéns ao Carlos pelo excelente trabalho. Acabei de ler Olhos Negros e já vou começar Maré Vermelha. E já estou pensando: quando chega o último volume da trilogia?
Adorei! Uma coisa é escrever um livro; outra muito mais difícil é criar um mundo, raças, línguas, descrever o que não existe etc.. Você faz isso muito bem! Mais uma vez parabéns!
Jacqueline Sartori

Excelente
O autor conseguiu não somente contar uma história, mas nos fazer parte da mesma. Acontecimentos intrigantes, com aventura e a luta por um amanhã melhor.
Os personagens ricos em detalhes e características com a trama envolvente permeada de mistério.
Após ler o livro quero logo começar a ler o segundo livro da série.
Recomendo aos amigos a leitura.

Terminei hj o romance d fantasia medieval Olhos Negros (ebook gratuito) do Carlos Rocha, gostei muito,épico e trágico,c/ótimos personagens!

Terminei o Maré Vermelha,o 2º livro d Carlos Rocha d trilogia Novo Elo, muito bom, adorei o anti-herói Calisto, recomendo, é de download gratuito!

Ah sim, se interessou? Baixe os livro aqui: http://selo-multiversos.net/livros

Muito obrigado por terem passado por aqui em algum momento em 2012! Nos vemos em 2013!

E só por curiosidade, veja também os conteúdos mais acessados em 2012:

Duplo Fantasia Heroica – Christopher Kastensmidt e Roberto de Sousa Causo

Esta série que está saindo pela Editora Devir traz aos leitores a oportunidade de conhecer histórias de Espada e Feitiçaria (ou como o Roberto Causo advoga, Borduna e Feitiçaria) ambientadas no Brasil contendo elementos de nossa cultura, ou folclore, ao invés de buscar inspiração (tipicamente) no folclore europeu.

O livro trás duas noveletas, “O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara”, de Christopher Kastensmidt, e “A Travessia”, de Roberto de Sousa Causo. A primeira é a primeira parte da sequência “A Bandeira do Elefante e da Arara” e a segunda é a continuação da “Saga de Tajarê”, que já vimos aqui quando falamos do livro “A Sombra dos Homens”.

O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara

Somos apresentados à dupla Gerard Van Oost, um holandês que veio se aventurar no Brasil, e Oludara, um escravo recém chegado ao Brasil. O fortuito encontro destes dois personagens se dá na cidade de Salvador na época das bandeiras, no Brasil Colônia.

Gerad está com dificuldades para realizar seu desejo de explorar o interior do Brasil, pois por ser de religião protestante e outras circunstâncias peculiares, não conseguiu ingressar em nenhuma Bandeira. Mas uma oportunidade surge e este tem apenas alguns dias para solucionar a questão, isto é claro, irá envolver Oludara. Como representantes de um Brasil fantástico, já na primeira narrativa, marcam presença o Boitatá e o Saci-Pererê e é certo que muitas outros seres e lendas venham a aparecer nas narrativas seguintes.

O autor nos apresenta um texto bastante fluido e que evoca imagens vívidas. Os personagens são bem construídos, interessantes e tanto Gerard como Oludara são bastante cativantes.

A Travessia

Esta noveleta é uma continuação da saga que teve inicio em A Sombra dos Homens – A Saga de Tajarê (já falamos deste livro aqui). Tajarê e sua esposa, a sacerdotisa viking Sjala, precisam voltar para casa e para tal, devem atravessar o Grande Rio. A jornada está repleta de encontros com criaturas fantásticas e conflitos subsequentes. Foi bom rever o índio Tajarê empunhando sua Borduna Relâmpago, o nome que deu a uma espada que obteve do confronto anterior com os vikings que viajaram às Américas acompanhando Sjala.

É de fato um tipo de universo único, o criado pelo autor, e na busca de levar o leitor àquele mundo ainda sem a presença dos colonizadores europeus, o autor usa a linguagem para fazer a narrativa soar de algum modo indígena e/ou refletir a mentalidade e visão de mundo de culturas diferentes. Penso que isto caberia bem se restrito à fala dos personagens, no entanto o uso especial da linguagem se estende a algumas partes da narrativa deixando a leitura do texto pouco fluente. Nada com o que o leitor não possa se habituar.

E mais…

Além das duas noveletas, temos um excelente prefácio por Roberto de Sousa Causo que nos faz refletir sobre a literatura que consumimos e como nos esquecemos facilmente de alguns precursores que escreveram textos fantásticos considerando nossa herança cultural.

Pode se pensar que estejamos todos doutrinados a ver a história, ler e ver filmes e livros, (ao menos no gênero fantástico) com forte presença do folclore estrangeiro. Isto é até natural, visto que nossa cultura tem como, possivelmente, o mais influente componente a herança portuguesa. Mas a brasilidade, nossa identidade cultural, vai além disso e certamente devemos isso à contribuição dos povos indígenas, povos de diferentes nações africanas, imigrantes italianos, alemães, japoneses, libaneses (entre outros) e no final de tudo isso, devemos à nossa bendita miscigenação. Neste livro os autores exploram um resgate dessa identidade e nos estimulam a descobrir e explorar um sabor único do gênero fantástico. Fica a deixa para que mais autores explorarem estes caminhos.

Aguarde mais notícias sobre a série, pois já estamos com o segundo livro aqui que trás mais duas noveletas destes mesmos autores. Antes que me esqueça, vale mencionar que temos belas ilustrações internas no livro.

Viste os sites dos autores:

Christopher Kastensmidt - http://www.eamb.org

Roberto de Sousa Causo - http://robertocauso.com.br/

Bônus

Ilustrações de Gerard van Oost e Oludara feitas por Carolina Mylius - http://carolmylius.com/

 

The First King of Shannara – Terry Brooks

Confesso que estava com altas expectativas em relação a este livro. Estava animado com a possibilidade de encontrar uma série de fantasia longa, na qual eu pudesse mergulhar. Posso ter cometido um erro, pois segui uma lista que mostrava a ordem cronológica de leitura dos livros e The First King of Shannara era o primeiro, na verdade, um prelúdio à primeira trilogia. Enquanto o primeiro livro da trilogia original, The Sword of Shannara, é o indicado pelo 100 must read fantasy novels.

Bom, mas vamos lá. A série Shannara se passa num futuro pós-apocaliptico da terra em que a magia e raças fantásticas como elfos, anões, trolls e gnomos retornam. Em The First King of Shannara, somos introduzidos ao Druida Bremen que foi expulso da ordem dos druidas e viajou pelo mundo pesquisando sobre magia e fazendo investigações. Em suas viagens encontrou evidências que o Warlock Lord, estaria retornando após ter sido derrotado numa guerra que envolveu as raças no passado causando um isolamento entre estas.

O Warlock Lord estaria retornando e Bremen toma para si a tarefa de confrontá-lo e salvar as raças de serem subjugadas por este. Quando descobre evidências de que o Warlock Lord realmente está forte e já reuniu um exército de Trolls e Gnomos, Bremen percebe que precisará de ajuda para confrontá-lo. Começa seu plano para de algum modo, convencer as raças a cooperarem entre si antes que cada uma delas, Elfos, Anões e Humanos sejam conquistadas individualmente.

Bremen conta com alguns companheiros em sua jornada, o rastreador humano Kinson Ravenlock, e os druidas: o elfo, Tay Trefenwyd, o anão, Risca, e a jovem e misteriosa humana, Mareth.

Bom, não gostei do livro… Não foi possível me identificar com os personagens e há uma quantidade excessiva de repetição na narrativa, algo que não me lembro de ter visto em nenhum livro. Isso deixou o livro especialmente entediante. As caracterizações das raças e costumes e até a ambientação foram muito fracas e me deixaram totalmente perdido. Para não dizer que é péssimo, perto do final tem algumas passagens interessantes, pois o autor tem boa habilidade de descrever batalhas. Vi em opiniões de outros leitores que muitos gostavam dos outros livros, mas não gostaram deste. Parece que o autor cochilou e errou a mão mesmo. Alguns leitores defendem o autor e dizem para ler o prelúdio, apenas após a leitura da trilogia original.

Enfim, comecei com o pé esquerdo, mas penso que ainda devo dar mais uma chance ao autor lendo a trilogia inicial que começa com The Sword of Shannara que figurou como Best Seller no NYTimes e que foi de alguma influência para o gênero de fantasia. Os títulos seguintes são The Elfstones of Shannara e The Wishsong of Shannara.

Entrevista com Terry Brooks

Aproveitando que estou lendo o romance The First King of Shannara de Terry Brooks e que ele é um dos autores listados no livro 100 Must Read Fantasy Novels, resolvi traduzir essa entrevista que ele cedeu ao site Goodreads em agosto de 2010. Prefere ler o original em inglês? Vai lá!

Terry BrooksO escritor norte-americano Terry Brooks tem escrito títulos de fantasia épica por mais de 30 anos. O livro, The Sword of Shannara tornou-se um best-seller em 1977 e foi o prímeiro título publicado pela Del Rey Books, que atualmente publica muitos títulos de ficção científica e fantasia. Desde então, Brooks escreveu mais de vinte romances no universo de Shannara universe, cheios de elementos familiares como elfos, magica e buscas heróica num planeta Terra futurístico séculos após uma devastação nuclear e química. Bearers of the Black Staff, seu mais novo livro, introduz uma nova geração dos Shannara. Brooks revealou ao Goodreads sua vasta estratégia para escrever milhares de anos de história.

Goodreads: Bearers of the Black Staff inicia 500 anos após seu último trabalho, The Gypsy Morph. O que os leitores podem esperar desta nova aventura?

Terry Brooks: É parte da pré-história do mundo de Shannara. Ocorre como uma saga de gerações separada das demais. Porque ocorre 500 anos no futuro, temos todo um novo grupo de personagens, e é desta maneira que eu gosto de trabalhar. Em The Gypsy Morph, os sobreviventes do mundo antigo estavam isolados em um vale protegido. Agora essas proteções que funcionaram por 500 anos estão se perdendo, então, eles têm que voltar para o mundo que foi destruído e descobrir o como estão as coisas lá fora. Para mim, a pergunta era: Se destruíssemos nosso mundo, não restando literalmente nada, e fossemos reduzidos ao modo de vida de caçadores-coletores, como é voltaríamos ao ponto em que a civilização fosse capaz de voltar a funcionar? Eu desejava saber como responderíamos a uma situação assim e como faríamos para retormar o estágio anterior.

GR: The Sword of Shannara foi publicado em 1977. Você imaginava que ainda estaria escrevendo sobre esse mundo em 2010?

TB: Eu acho que qualquer autor principiante, se eles fossem todos como eu (e eu suspeito que a maioria é), só quer emplacar alguma coisa. Então, você escreve o primeiro livro, e você reza para que alguém faça algo com ele. Talvez ele possa encontrar um público. Você não está pensando em nada além disso. Eu me lembro que quando Judy-Lynn del Rey (minha editora) me ligou e perguntou: “Você está trabalhando no próximo livro?” Pensei em dizer-lhe: “Bem, é claro que eu sou.” Mas isso era uma mentira pura e simples, pois eu ainda nem tinha pensado nisso.
GR: A série Shannara percorre 1,000 anos, sem contar os 1,000 anos adicionais de pré-história [veja a linha do tempo], e agora incluir mais que vinte romances. Como você mapeia alto tão grande?

TB: Bem, o problema com tudo isso, é claro, é que eu escrevi The Sword of Shannara primeiro, e comprometi-me a dizer que o mundo Shannara vinha após 1.000 anos de luta que sucederam a destruição do velho mundo. Então eu me limitei aos tais 1.000 anos, gostando ou não. A única maneira de lidar com algo assim foi dividi-la em um conjunto de experiências que poderiam acontecer com as pessoas que sobreviveram ao velho mundo. É impossível pensar, francamente, até cinco livros à frente, então eu trabalho em incrementos e trabalho com eles, um de cada vez. Normalmente o que acontece é que quando eu termino um conjunto, este me diz onde o próximo precisa ir e o que precisa acontecer.

GR: Você acha que um novo leitor poderia começar no início de qualquer um destes conjuntos?

TB: Eles são estruturados de modo que você pode entrar em qualquer ponto de um conjunto de livros. Francamente, eu não posso acreditar no número de pessoas que começam no meio de um conjunto. Isso me deixa furioso. Mas sempre foi a minha intenção de escrever essa coisa toda em segmentos, a fim de permitir que um leitor tome qualquer ponto e depois possa ir para trás, ou para frente, e não se sentir como se tivesse perdido alguma coisa no processo.

GR: Uma integrante do Goodreads, Alexandra J.W., gostaria de saber: “Você incorporou alguma mensagem escondida ou alegoria… em seus trabalhos anteriores? Ou é apenas ficção pura?”

TB: Essa é uma boa pergunta. Quando eu estava começando e contava com o conselho e experiência de Lester del Rey, que foi meu primeiro editor e meu mentor, sua primeira regra sobre a escrita era que minha primeira obrigação para com os seus leitores era de contar uma boa história. Se isto não está presente, então nada mais que você faça faz qualquer diferença. Então, eu sempre começo tentanto descobrir como contar uma história que vai manter os leitores virando as páginas. Se eles só captarem esta parte e nada mais, tudo bem. Por outro lado, normalmente estou escrevendo sobre algum tipo de problema. Eu uso isso como o combustível para o fogo interno de escritor durante o ano em que estou escrevendo o livro. Eu costumo encontrar algo que está acontecendo em nosso próprio mundo que me incomoda bastante fazendo com que eu precise escrever a respeito. O último [assunto] que tomei na High Druid series tem a ver com a redenção. O quanto você poderia transgredir em seu comportamento e ainda ser perdoado? Ou você poderia? Com todos os nossos homens públicos, alguém está sempre transgrendindo os limites. Por quanto tempo podemos perdoá-los? Quando é que vamos dizer, “Você conseguiu fazer uma reparação, ou, você se tornou uma pessoa melhor.” Eu queria explorar como eu realmente me sentia em relação a isso porque é uma questão delicada.

GR: O integrante do Goodreads, Gaijinmama, diz que a The Sword of Shannara é recomendado na turma de Ficção Científica e Fantasia em que ela leciona. Ela pergunta: “Como foi ser o autor de tal romance de fantasia tão inovador, o primeiro na lista de best-sellers do New York Times? Como você diria que sua popularidade influenciou o desenvolvimento do gênero?”

TB: Devo dizer, em primeiro lugar, que quando eu escrevi o livro, eu estava vivendo nos interior do Illinois e não tinha nenhum contato direto com o mundo editorial. Os Del Reys foram muito parcimoniosos me dar qualquer informação. Eles preferiram que eu ficasse no meu canto e escrevesse. Então, eu sabia de pouca coisa. Sobre estar no na lista do The New York Times, eu pensei, “Oh, isso é bom”, mas eu pensava que era algo que acontecia com muita gente.

Eu só descobri que ele provocou um salto para as vendas de um conjunto de livros no campo fantasia, muitos anos depois. Descobri que Lester del Rey escolheu este livro, porque ele estava tentando provar que a fantasia estava tendo pouca atenção afora Tolkien. Ele sentiu que havia um enorme mercado, e se ele podudesse encontrar o livro certo, ele poderia fazê-lo vender na lista dos mais vendidos, assim como que qualquer outra ficção e provar seu ponto. Isso é o que ele pretendia fazer, e é isso que ele fez. Provavelmente significava mais para ele do que para mim, embora isto tenha certamente me proporcionado uma carreira.

GR: A integrante, Ronda Tutt, diz: “Eu amo o seu trabalho, e se eu tivesse a chance de perguntar-lhe qualquer coisa que seria, de onde é que ele tira os nomes de seus personagens e [lugares]?”

TB: Eu mantenho uma lista. Eu viajo ao redor do mundo e escrevo nomes que são interessantes. Às vezes os tiro de placas nas ruas, mapas, fachadas, e às vezes eu os tiro de nomes que eu vejo quando estou lançamentos (noite de autógrafos). Eu me sinto livre para roubar de todos os lugares. É um processo de ajustar nomes a lugares, criaturas, e as pessoas, mas fica muito mais fácil, se você tiver um monte de nomes para escolher do que se você tiver que sentar e, de repente, elaborar 30 nomes.

GR: A integrante, Saharial, pergunta: “Existe algum lugar do mundo que você tenha visitado, cujas paisagens inspiraram Shannara? E, você encontrou lugares que são como Shannara depois de ter escrito sobre eles?”

TB: A resposta é sim. A geografia é um personagem do livro. Você está criando um mundo imaginário, de modo que isto se torna muito importante. Quase em todos os lugares que eu vou, eu tiro alguma coisa do que eu vi e que eu possa usar nos livros, e isto aparecerá mais tarde. Eu estive em toda a Europa, Oriente Médio, África, Austrália e Canadá. Eu vivi por um longo tempo na grande ilha do Havaí, e se você ler The Elf Queen of Shannara, a ilha de Morrowindl é a grande ilha do Havaí. Não é bem a mesma coisa, mas é geograficamente o mesmo.

GR: Muitos fãs perguntaram se haverão mais livros da série Magic Kingdom of Landover

TB: Bem, acabei de terminar um no ano passado, então diga-lhes para se acalmarem. [risos] Eu deixei a porta aberta no final para vir mais um livro, e eu tenho um em mente. Eu tenho que encontrar tempo para escrever, mas isso provavelmente não vai acontecer por algum tempo.

GR: Do mesmo modo, muitos fãs perguntaram se há progresso para filmes de Shannara ou Magic Kingdom. Alguma novidade?

TB: A opção do Magic Kingdom foi descartada pela Universal há alguns meses atrás, e está agora sob consideração por outro grupo. Eu não posso acreditar, francamente. Eu fiz mais dinheiro com esse livro com a venda de direitos que qualquer um tem o direito de fazer. Ele continua vindo de volta à vida, comoum morto-vivo. A série Shannara está com a Warner Brothers, mas ela está prestes a ser descartada. Quando isso acontecer, ela provavelmente vai ir para outro lugar, mas eu não posso falar sobre isso agora.

GR: Descreva um dia típico em que você escreve e todos seus hábitos de escrita incomuns.

TB: Levanto-me às 6 da manhã com bastante regularidade e trabalho até o meio dia. Às vezes vou trabalhar na parte da tarde, também, dependendo se eu tenho coisas no ar e quero continuar. Eu não trabalho todos os dias. Eu trabalho quando tenho vontade, mas eu também faço um livro por ano e tenho que organizar meu tempo, a fim de manter este cronograma. Meu hábito de escrita mais incomum é que eu sou uma espécie de outra versão do Monk. Eu tenho que trabalhar no meu espaço e nunca em qualquer outro lugar. Eu tenho minhas coisas, e está tudo onde quero que esteja. Eu não gosto perturbado. Eu não alinho meus lápis, mas estou bastante perto.

GR: Que autores, livros e ideais o influenciaram?

TB: Em diferentes momentos da minha vida, coisas diferentes foram importantes. Quando eu estava no meio da adolescência, os escritores de aventura europeus foram muito influentes. O trabalho de William Faulkner foi muito influente na faculdade, quando eu estava apenas começando The Sword of Shannara e, simultaneamente, escrevia minha tese sobre Faulkner. Claro, O Senhor dos Anéis foi uma influência enorme. Agora eu tendo a ler todos os tipos de coisas. Eu não leio apenas fantasia. Frequentemente não-ficção é uma grande inspiração. O mundo não-ficção [pode] sugerir possibilidades que eu poderia usar em meus mundos ficcionais.

GR: O que está lendo agora?

TB: Acabei de terminar AThe Passage de Justin Cronin, que adorei. Estou lendo um de James Lee Burke. Eu vou ler o novo livro de Suzanne Collins, Mockingjay, quando ele sair no próximo mês. Na minha mesa de cabeceira tenho alguns livros de mistério suecos que eu quero ler. Eu tenho um livro de Helena de Tróia por Ben Bova que eu vou ler. Eu sou como a maioria das pessoas que estão no mundo dos livros: Eu mantenho pilhas de livros ao redor, passo por eles e vou para outras coisas. Minha casa é toda cheia de livros. Essa é a minha vida.

GR: O que vem adiante?

TB: Eu estou trabalhando em um livro que é o primeiro de uma trilogia que ocorre após High Druid of Shannara, que está no futuro do mundo Shannara. Eu estou fazendo algo completamente novo. É centrado em torno de uma busca por todas as elfstones mencionadas várias vezes nos outros livros. Elas desapareceram no velho mundo de fadas, e ninguém sabe o que aconteceu a elas. Nesta série de livros, vamos descobrir. As pessoas têm perguntado sobre isso há anos, então eu acho que haverá algum interesse muito forte nesta história. Ainda no outro dia eu estava desejando que eu [já] não tivesse usado o título The Elfstones of Shannara, porque seria muito melhor se eu pudesse usá-lo agora!

Série Crônicas Dellorianas

CristalHoje terminei o segundo livro da série que chamei de Crônicas Dellorianas. Apesar de algum lançamento desta série não estar próximo, fiquei com vontade de compartilhar um pouco sobre esse meu novo trabalho.

Há alguns anos atrás decidi que estava cansado de criar apenas histórias de fantasia clássica, ou alta fantasia, aquelas com os tradicionais cavaleiros, dragões, feiticeiros, elfos, etc e tal. Então comecei a desenvolver um mundo onde houvesse magia, mas que fosse diferente destes mundos fantásticos que foram popularizados por RPGs seguindo as mitologias nórdicas e/ou célticas.

Outro problema era o tipo de narrativa, de busca (quest) também muito frequente, na qual heróis precisam salvar o reino, ou o mundo e enfrentam vilões, normalmente comandados por um senhor sombrio, ou coisa do gênero. Queria algum tipo de narrativa diferente, algo que misturasse aventura, fantasia (magia) e o gênero policial. Quanto ao gênero, não consegui ainda classificar bem… Mas há influências do romance planetário (sem ser ficção científica) e o cyber-punk, ou algum tipo de Retro-punk, ou Steam Punk (sem vapor predominante?), mas algo próximo disso. (Já vi usarem o termo Fanta-punk, mas acho horrível!) Talvez Cristal-punk fosse algo mais próximo, mas apenas como uma das influências.

Foi com essas inquietações em mente que criei o mundo chamado Dellora, ou Berço dos Cristais, uma terra habitada por uma humanidade que ainda florescia com povos períodos semelhante à antiguidade clássica, com navios, comercio, manipulação de metais e etc. Com a chegada dos feiticeiros Wlegdars, alienígenas imperialistas que conquistam mundos, mudando-os ecologicamente para torná-los habitáveis, todos estes povos se veem escravizados. Dellora, um mundo praticamente estéril em magia, mas rico no preciso cristal usado pelos Wlegdars para armazenar energia mágica e suas naves transdimensionais e modificado e aos poucos torna-se mágico e habitado por criaturas fantásticas trazidas pelos conquistadores. Os anos de escravidão são longos e o domínio dos Wlegdars é cruel, pois reduziram a condição dos povos a meros animais.

Com a chegada dos inimigos ancestrais dos Wlegdars, os feiticeiros Elkins, que lideram uma liga de povos contra a tirania Wlegdar, os povos de Dellora lutam e conquistam a tão sonhada liberdade. Muitos anos depois da muito questionável derrota dos Wlegdars, os povos estabelecem reinos e países tentando retomar sua cultura quase esquecida e destruída pelo períodos de escravidão e conviver com novas raças trazidas pelos Elkins e que ficaram presas em Dellora quando a principal nave Elkin é derrubada durante a guerra.

Uma das nações deste novo mundo é Durkheim, ponto onde começa a trama da série que comecei a escrever. Da antiga cultura, foram resgatados os tomos da ciência, uma maneira de estudar e transformar o mundo particular dos nativos de Dellora e incompreensível em algum grau para os feiticeiros Wlegdars e Elkins e demais raças fantásticas. O famoso cientista Rupert Aren publicou um tratado científico que descreve a física por detrás dos fenômenos mágicos criando uma nova linha de ciência, chamada Thaumatofísica das quais derivam a Engenharia Thaumatônica e outras ciências próprias dos povos de Dellora. A industrialização da magia muda radicalmente o modo de viver em Dellora e cria uma nova ordem mundial.

Durkheim torna-se um dos primeiros reinos industrializados deste novo mundo que após avanços no pensamento, recusa a velha monarquia absolutista, e, através da Revolução Gloriosa, adota um novo sistema de governo, o Socialismo Multipartidário. O país enfrenta uma crise energética, mas avanços na ciência prometem atender a crescente demanda por energia manótica que trouxe dependência interna e ameaça romper o equilíbrio no cenário internacional.

É neste contexto, cinquenta anos depois desta revolução que vamos conhecer os protagonistas dos livros, Ilya Gregorvich, um jovem estudante universitário de matemática que “pulou” o ensino médio e foi convidado a ingressar na Universidade de Voln, na capital de Durkheim, e Halle Bremmen, um “eterno” estudante repetente do curso de arqueologia que ainda não conseguiu completar sua graduação após dez anos de estudos. A dupla divide um alojamento e após um estranho evento na comemoração de cinquenta anos da Revolução Gloriosa, se veem envolvidos numa conspiração que envolve o governo, o crime organizado e precisam lutar para salvar suas vidas e entender o que está acontecendo nos bastidores da crise energética.

A série até agora tem dois livros: Lentes da Perdição e A Queda de Durkheim. No horizonte está o terceiro livro que ainda estou planejando e vai se chamar O Príncipe das Sombras.

E então, parece interessante?

Keel the Demonslayer está na praça!

UFA! Aí está:
Keel the Demonslayer Cover
Keel the Demonslayer (matador de demônios)  é uma aventura de fantasia épica, a história de vida de Keel contada  por seu próprio espírito aprisionado. Ele viveu durante a Guerra Milenar – um conflito mundial que reuniu muitas nações e raças a fim de sobreviver às hordas de invasores demoníacos após a abertura dos portões do inferno.  Descubra a Terra das Nove Luas, um mundo cheio de magia, armas fantásticas e batalhas épicas. Confronte infinitas hordas invasoras, as enormes rainhas-demônio  e um dos  quatro Duques do Inferno. E, além disso, conheça uma ameaça ainda maior do que a invasão. Algo que Keel deverá confrontar em segredo…

Leia mais sobre o livro aqui. 

Aproveito para agradecer a todos que colaboraram de alguma forma para este lançamento, em especial: Célio Marcos, Geraldo e Izaltina Rocha, Vitor Schmidt, Guilherme Tuler, Kairam Hamdam, Vitor Xavier, Letícia Albuquerque e Andrew Hou.