O Clã dos Magos – Trudi Canavan

 

E mais uma trilogia de fantasia, eba! Eba? Deve haver uma teoria da conspiração que explique por que tantos autores (eu incluso) resolvem escrever trilogias de fantasia, né? Se alguém souber, me conte! Aff, hoje estou me desviando totalmente do objetivo, falar de “O Clã dos Magos”. É o primeiro livro da série Trilogia do Mago Negro, que se tornou um best-seller internacional. No website da autora é possível conhecer outras obras, entre estas, duas outras trilogias.

Seja bem-vindo a Imardin, capital de Kyralia, e local da sede do Clã dos Magos. Nossa protagonista, Sonea, é uma trombadinha que vem a ser despejada com sua família do circulo interior de Imardin para as favelas que a circundam. Num momento de fortes emoções, ela descobre seus poderes mágicos latentes, evento que coloca toda a trama em movimento.

Sonea, o pessoal de sua gangue e a população excluída de Imardin, teme e odeia os magos. Pela lei, não podem haver magos fora do Clã, então, uma caçada se inicia para a captura de Sonea. Na medida em que a perseguição se coloca, vamos conhecendo personagens que vão ajudá-la e também aqueles que estão em seu encalço. Na trama, não há uma clara oposição entre bem e mal, herói e vilão, mas sim, oposição de posições e pontos de vista.

O livro é dividido em duas partes, sendo que a primeira é um pouco arrastada e a segunda, bem melhor. O mundo possui um interessante sistema de magia e suas implicações na sociedade, mas certamente não é um dos melhores que já vi. Alguns dos personagens principais são interessantes, em especial a dupla, Rothen e Dannyl, magos que participam ativamente da busca por Sonea. Mas em geral, a caracterização dos personagens e suas funções na trama deixam um pouco a desejar. E isso inclui a própria protagonista.

Em relação a temas, O Clã dos Magos é uma história que trata de ética, inversão de valores, preconceito e lealdade. Muitos dos conflitos vividos são internos e funcionam de maneira satisfatória para promover tensão ao longo da trama.

Em vários sentidos é uma obra que segue fórmulas já bem conhecidas dos leitores de fantasia. Uma coisa curiosa é uma lista de nomes esquisitos para coisas que existem no nosso mundo, como bois, aranhas, ratos, cerveja, chá, etc. Mas para outras tantas coisas, o nome é o mesmo. Para quem não estiver buscando surpresas e inovação, é uma trama satisfatória capaz de constituir um bom passa-tempo e permitir mergulhar num ambiente fantástico a ser desvendado, pouco a pouco.

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O Wattpad, #Wattys2015 e minha participação.

Olá, estou passando aqui hoje para falar de quatro assuntos: O aplicativo Wattpad, o prêmio Wattys 2015, as obras que inscrevi para concorrer e variedades aleatórias.

Wattpad!

Para quem não conhece, o Wattpad é um aplicativo que permite que autores disponibilizem e redijam e divulguem seus textos, poemas, contos, romances, fanfics, etc.  Permite a interação direta entre leitores e escritores em qualquer trecho dos textos disponibilizados. E é tido como um ótimo ambiente para novos escritores divulgarem seus textos, receberem críticas, etc. Já existem mais de dois milhões de escritores na plataforma e mais de cem mil publicações de textos são feitas por dia.

Visite: www.wattpad.com

Baixe para Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=wp.wattpad&hl=pt_BR

Para iOS: https://itunes.apple.com/us/app/wattpad-free-books-ebook-reader/id306310789

Está começando agora? Precisa de ajuda? Contate os EmbaixadoresBR: http://www.wattpad.com/user/EmbaixadoresBR

O Prêmio Wattys 2015.

É uma premiação anual que existe desde 2011. São celebradas as histórias mais novas, mais badalas e mais queridas. Leia mais aqui: http://www.wattpad.com/story/42121972-wattys-2015-português

As obras que selecionei para concorrer.

Já tenho 9 obras publicadas no Wattpad, mas escolhi três para concorrer. Um conto, uma novela (até 40.000 palavras) e um romance (mais de 40.000). Duas destas, estão apenas disponíveis no Wattpad.

O conto: A Morte do Homem-Café

Uma sátira ao gênero de super-heróis localizada no Brasil. O Homem-Café é um dos mais populares heróis brasileiros. Ao ler este conto você saberá tudo sobre ele, desde sua origem, carreira nacional e internacional, seus companheiros, seus principais feitos e o confronto final com um típico super-vilão brasileiro, o Senador Narsei. Leia!

Escrevi poucos contos até então e este é o meu favorito. A capa eu mesmo que fiz, inspirada em capas de quadrinhos da era de ouro.

 

 

 

Novela: Memorial de Quill

Memorial de Quill – Exterminador de demônios – é uma aventura de fantasia épica, a história de vida de Quill contada por seu próprio espírito aprisionado. Ele viveu durante a Guerra Milenar – um conflito mundial que reuniu muitas nações e raças a fim de sobreviver às hordas de invasores demoníacos após a abertura dos portões do inferno. Descubra a Terra das Nove Luas, um mundo cheio de magia, armas fantásticas e batalhas épicas. Confronte infinitas hordas invasoras, as enormes rainhas-demônio e um dos quatro Duques do Inferno. E, além disso, conheça uma ameaça ainda maior do que a invasão. Algo que Quill deverá confrontar em segredo… Junte-se a Quill e seus companheiros nesta aventura.

Apesar deste livro ser uma espécie de experimento, fiquei razoavelmente satisfeito com o resultado final. Também gosto muito da ilustração de capa que encomendei ao talentoso artista Andrew Hou (njoo). O aspecto de experimento deste livro, foi justamente com o fato dele condensar muitos anos de vida (muitos mesmo) do protagonista numa sequência de memoriais quase episódica. Tem também a vantagem de ser relativamente curto, se comparado a outras de minhas obras.

Romance: Olhos Negros

O jovem cavaleiro Kyle Blackwing e seus companheiros, Archibald, um monge Naomir e Kiorina, aprendiz de feiticeira, investigam o nascimento de crianças de olhos negros. Eclode uma guerra contra as hordas dos terríveis bestiais. O reino de Lacoresh é ameaçado por forças sombrias e ocultas. Com a guerra e intrigas, a vida, inocência e fé dos três jovens é afetada. Leia!

Este é o primeiro livro de uma trilogia. Dos livros que já publiquei até então, é certamente o mais “redondo”. Já está na web desde 2007 de tenho recebido ao longo dos anos muitos retornos positivos de meus leitores. Está na plataforma Wattpad há menos e acho que o concurso é uma oportunidade divulgá-lo um pouco mais.

 

Então, visite meu perfil no Wattpad, leia essas obras que citei aqui e, se gostar, lembre-se de votar (em cada capítulo). Se não gostar, comente! Diga o que não funcionou e me ajude a escrever livros melhores. Ficarei grato!

Outras coisas…

Ainda dentro do assunto Wattpad, sou usuário há cerca de um ano. Tenho gostado muito da plataforma e da maneira pela qual permite interagir, capítulo por capítulo com meus leitores. É um lugar legal para descobrir textos legais de autores “desconhecidos” e também de conhecidos. Como foi o caso de Desmortos, de Mary C Müller e Warbreaker, de Brandon Sanderson. Agora, esteja certo que no Wattpad poderá encontrar tantos textos legais e material ainda fraco/imaturo.

Bom, aproveitando o texto que não é de resenhas, vamos falar um pouco sobre o que vem por aí. Encomendei a revisão de texto do romance Lentes da Perdição (Livro 1 da série: Crônicas Delorianas). Ainda não sei ao certo se vou lançá-lo no Wattpad, ou se vai ser minha primeira experiência com romance impresso. Ainda estou estudando, mas de qualquer forma, gosto muito do livro e resolvi investir um pouco na qualidade contratando uma revisora. (Fiz isso apenas para Olhos Negros, há muitos anos, e para a versão em inglês de Memorial de Quill (Keel, The Demonslayer).

Estou terminando a terceira revisão da novela que é uma espécie de continuação de Memorial de Quill: A Morte de Öfinnel. Trabalhando no segundo manuscrito do segundo livro da série Cronicas Delorianas: A Queda de Durkheim. E ainda no primeiro manuscrito de dois romances ainda sem título “certo”. Herdeiros de Kamanesh (Spinoff da Trilogia do Novo Elo) e outro livro de fantasia pós apocalíptica, que um dia, com fé, vou conseguir criar um título. De modo que ainda para este ano, e quase certo que A Morte de Öfinnel irá chegar primeiro no Wattpad.

É isso aí! Qualquer dúvida, me escrevam!

 

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The Farthest Shore – Ursula K. Le Guin

Voltamos ao ciclo de Terramar/Earthsea. Já vimos aqui A Wizard of Earthsea e The Tombs of Atuan e estória se passa 17 anos depois deste último. No terceiro livro da série, o arquimago Ged, também conhecido como Sparrowhawk, está de volta, e desta vez, enfrentará um perigo que ameaça o equilíbrio de todo o mundo. Para auxiliá-lo, vem o jovem príncipe Arren enviado por seu pai à ilha de Roke para averiguar junto aos magos uma solução para problemas relacionado ao sumiço da magia, em seu reino. A dupla parte da ilha de Roke para investigar a origem deste mal que se espalha e está eliminando a magia do mundo e deixando pessoas loucas. A primeira crise mundial vista na série. Um trabalho para ninguém menos que o próprio Arquimago Ged.

Como nos outros livros da série, há uma ênfase maior na introspecção, alguma melancolia e certos debates filosóficos, como a contraposição da vida e morte e do ciclo da vida como algo natural, contra a estranha ideia de imortalidade. Outro contraste explorado vem da relação entre os protagonistas, Ged, velho, experiente, sábio, e Arren, jovem, impetuoso e inexperiente.

É um livro com muitas passagens de contemplação, onde são exploradas as paisagens das ilhas de Earthsea e dos mares. Os mares chegam quase a ser um personagem na narrativa. A autora é habilidosa com seu texto, mas em termos de trama e tensão, (mesmo havendo uma grande e misteriosa ameaça) pouca tensão de fato ocorre. Toda ação vem no final do livro, e há momentos, durante o desenvolvimento que as cosias parecem se arrastar. Mas para quem resistir, há recompensas no final, como por exemplo, uma visão mais detalhada de quem são e como se comportam os dragões de Earthsea.

Dos livros da série é o que menos gostei. Muita coisa não fazia sentido, mas por outro lado, penso que é muito pessoal essa minha necessidade de estabelecer sentido nas minhas leituras. Assim como os protagonistas navegam, quase durante o livro todo, a trama parece ser soprada ao sabor do vento. Talvez essa falta de direção da narrativa, passo lento e falta da desconstrução progressiva do mistério proposto tenham me incomodado mais. Ainda assim, é um romance admirável em seu próprio sentido e adiciona muito à ambientação da série. Confesso que gostei muito mais do posfácio escrito pela autora do que do romance em si. Gostei tanto que pretendo traduzir alguns trechos para publicar como um artigo, em breve. Quanto a Earthsea, continuarei para o próximo volume, Tehanu. Até lá!

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O Herege – Bernard Cornwell

O HeregeE finalmente, a conclusão da saga do Graal. (Leia também: O Arqueiro e O Andarilho). Como já vimos, o romance se passa durante a guerra de cem anos, reinado do Rei Eduardo. Thomas, um pequeno grupo de arqueiros e seu amigo Robbie Douglas são enviados à Gasconha para caçar seu primo, Guy Vexille, e tentar descobrir o paradeiro do Cálice Sagrado. Lá capturam uma fortificação, o Castillon D’Arbizon.

Depois de perder a esposa no livro anterior, Thomas encontra um novo interesse amoroso, Genevieve, uma moça acusada de bruxaria e condenada à fogueira. Mas essa mulher poderá colocar em cheque a amizade entre Thomas e Robbie, não só isso, mas também levar Thomas ao caminho de uma excomungação.

Thomas se vê deprimido com sua situação e, como fora da lei, suas esperanças se firmam em torno de encontrar o Cálice e talvez, alguma redenção. Daí vem a necessidade de desenvolver maior força de caráter. Anos atrás, ele começa sua jornada como um simples arqueiro, agora, precisa domar seu destino e também buscar vingança contra seu primo e arquinimigo. Há perigo e intrigas por todo o caminho…

Seu primo e a igreja se unem para buscar o Graal e fazem uso de mercenários a fim de capturar e matar Thomas. Um confronto com seu primo também é inevitável e tal oportunidade traz a Thomas informações para um insight que pode de fato levá-lo à encontrar o Cálice. Se não bastassem os inimigos, outro obstáculo que surge é a Peste Negra.

Este é o livro da série com menos referências a batalhas históricas, e perto da conclusão, toda a trama se direciona às questões pessoais de Thomas, seus inimigos e o ímpeto de encontrar o Cálice. Enfim, temos a conclusão de uma saga recheada de mitos e lendas e que retratam a realidade brutal do século quatorze de uma maneira excitante, com muitas referências históricas e com toque de realismo e drama que Bernard Cornwell nos oferece com seu talento especial de escrita de romances históricos.

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Desmortos – Mary C. Müller

Capa DesmortosDesmortos é o primeiro romance de autoria independente que li na plataforma Wattpad. (Mencionei aqui a leitura de Warbreaker, lembram?) Mas o livro está também disponível no Widbook e, em breve, em versão impressa. Chega de enrolação, vamos lá!

Desmortos é uma ficção voltada para o público adolescente que gira em torno de Lorena, uma garota que morre atropelada e se vê ainda “viva” acordando no necrotério como uma zumbi. Um novo mundo do sobrenatural surge para ela e a primeira figura que ela conhece é Lucas, um jovem e enigmático fantasma que por algum motivo se mostra interessado em ajudá-la. É essencialmente uma estória de romance com umas pitadas de aventura que pode agradar bastante o público adolescente, e talvez, especialmente meninas.

Até aqui tranquilo, vamos ver como ir adiante sem spoilers, correto? Outro ponto a mencionar é que certamente não me enquadro no público alvo (já tenho quase 40, kkkk), mas vou procurar filtrar isso tudo adiante. 😉

A estória contém alguns bons elementos para manter o leitor virando as páginas. Pensei nesta hierarquia:

Primeiro, uma atmosfera de mistério e desconhecido. Não que nunca tenhamos lido ou visto estórias parecidas com essa em que uma personagem penetra aos poucos numa nova realidade do mundo sobrenatural, ou pós-vida, mas em Desmortos, as coisas nem sempre se revelam aquilo que se espera. Algumas coisas vão de encontro à expectativa, mas outras não, o que te faz ficar pensando: como é que é? Por exemplo, Lorena, Lucas e outras figuras almejam alcançar o Mais-Além, o que é OK e faz sentido para fantasmas, mas é estranho considerando-se o caso de zumbis (e outros bichos). Assim como outras perguntas e respostas que vão sendo propostas: Zumbis comem? Não apodrecem? Como a sociedade nunca os notou vagando por aí? Zumbis também tem direito a guias espirituais? Então, um elemento interessante passa a ser ver a proposta da autora para responder a esta e outras questões.

Segundo, o desenvolvimento dos personagens e o envolvimento emocional entre eles é progressivamente cativante. Então você passa e se importar ao que vai acontecer com eles. Não só os protagonistas, mas o elenco que vai surgindo no desenvolvimento da trama.

Em terceiro lugar, vou juntar o resto. O objetivo da protagonista não é muito claro no início, mas a trama que vai tomando força do meio do livro para frente e isso ajuda a prosseguir. O texto da autora é limpo, bom na parte de diálogos, descrições, dos lugares, roupas, gostos musicas, etc, assim como no desenvolvimento psíquico das personagens. E voltando a falar de diálogos, há uma pitada de humor aqui e ali. Me lembro de ter dado umas duas ou três risadas (o que é muito! Eu quase nunca do humor que encontro em livros). A música é um elemento trabalhado em Desmortos de um modo que vale destacar. É um exemplo de meta-linguagem usada pela autora considerando um livro que está sendo escrito na era da internet, no qual você pode linkar vídeos, playlists de músicas, ilustrações, etc, como linguagem complementar para o texto, assim como fazer inserções no texto para conversar com seus leitores. O que ela faz com muita simpatia.

Em relação a temas que aparecem, o leitor vai encontrar algumas reflexões sobre desapego, aproveitar a vida (e a morte) em quanto é tempo (mesmo suas banalidades como jogar videogame e comer junk food), suicídio, amizade, sexualidade e é claro: amor.

Acho que a parte boa é isso! Agora algumas coisas que deixaram a desejar. Em termos de ambientação e construção de mundo, muitas questões legais são levantadas, como disse, mas foram exploradas e respondidas só de maneira superficial. Entendo que o foco da história não era a ambientação, mas sim a trama em torno do relacionamento de Lorena e Lucas. No entanto, para que se importa com esses detalhes, o livro deixa aquela sensação de lacunas à preencher e pouca coesão. Como a autora vai dar continuidade ao universo de Desmortos, talvez ainda possa minimizar isto com uma melhor definição da ambientação e sua coesão. Outro ponto é a trama em si. A parte essencial da trama é boa, mas se considerarmos o conjunto dos capítulos do livro, em alguns momentos a direção da estória se perde um pouco. Existe a falta de continuidade da participação de antagonistas, que até surgem na parte inicial da trama, mas depois, passam a ter quase nenhuma importância. Mas não quero ser chato levantando mais umas dez picuinhas, pois gostei do livro.

Ah sim, antes de finalizar, vale mencionar os personagens Felipe e Sonny dos quais gostei bastante, mas não vou falar sobre eles para evitar spoilers.

Então, fica aqui minha recomendação para quem quiser se aventurar neste universo, com seus fantasmas, zumbis, vampiros, lobisomens e até um médium e sua banda de rock. Desmortos é uma boa leitura de passa tempo, de texto limpo, que aborda várias questões de interesse do público jovem e que consegue prender o leitor e possivelmente divertí-lo.

Para ler Desmortos

Sobre a autora
Não falei muito da autora, mas se quiser saber mais, achei essa entrevista aqui da revista Trasgo que é bem legal, na qual ela fala sobre Desmortos e outros assuntos. Por exemplo, descobri que somos ambos fãs de Diana Wynne Jones: http://trasgo.com.br/entrevista-mary-c-muller/

Página no Wattpad – http://www.wattpad.com/user/MariaClaudiaMller

Página no Skoob – http://www.skoob.com.br/autor/12072-mary-c-muller

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O Andarilho – Bernard Cornwell

Capa: O AndarilhoO Andarilho é o segundo livro da saga de Thomas de Hookton e faz parte de uma série chamada Trilogia do Graal. O primeiro livro é “O Arqueiro” e terceiro “O Herege”. O livro confirma minha resenha do primeiro livro possuindo um forte personagem central e um trama que prende a atenção e satisfaz no final.

Thomas é um arqueiro inglês que testemunha e participa de algumas batalhas na guerra dos cem anos. É também o filho bastardo de um padre, que era por sua vez, um membro da nobreza francesa e guardião de relíquias sagradas.

Em O Andarilho, Thomas retorna à Inglaterra numa missão para Eduardo III a fim de determinar se a relíquia guardada por seu pai é o verdadeiro Cálice Sagrado. Ele viaja com sua mulher, Eleanor e o padre Hobbe. O arqueiro acaba se envolvendo na batalha histórica Cruz de Neville em 1346 entre ingleses e escoceses. Acaba conhecendo o nobre escocês, Robbie Douglas que passa a integrar a trama. (mais…)

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Retrospecto de 2014

Bem, este é o último dia do ano. Como já fiz algumas vezes, vou fazer aqui um resuminho. É também oportunidade para ver se rolou alguma coisa interessante que acabou passando batido. Bora lá?

LANÇAMENTOS DA MULTIVERSOS

Fiz o lançamento do, muito esperado por muitos, Oráculo Esquecido. Para mim foi um grande feito conseguir terminar e publicar essa história que comecei a escrever em 1996.

Wattpad. Descobri essa plataforma para ler livros e conhecer novos autores, mas também para divulgar meu trabalho e obter feedback. Já lancei 3 títulos:

Também soltei versões revisadas de Olhos Negros e Maré Vermelha (como eBook).

RESENHAS.

Tivemos 12. Claro que li livros de outros assuntos e alguns que não resenhei também.

ELANTRIS_1352039060PBrandon Sanderson – Foi uma felicidade ter lido 5 livros do autor este ano. Ele é muito bom, certamente está entre meus 5 autores favoritos atualmente.

 

 

 

Bernard Cornwell – Conheci esse escritor fabuloso e dois de seus livros de ficção histórica.

 

Fantasia. Foram livros que li dentro da ideia de ler o cânone de fantasia. Gostei muito do segundo livro da série de Earthsea, de Ursula K. Le Guin. Se tiver oportunidade, terminarei de ler a série em 2015. Li o primeiro e segundo livros da série de Xanth, mas só resenhei o primeiro. Dificilmente vou continuar lendo a série, mas valeu conhecer. E as aventuas de Farfd e Grey Mouser são imperdíveis. Fritz Lieber é um grande mestre da fantasia. Cheguei a ler mais coisas dele, mas não resenhei. Fiquei me devendo ler mais livros do Moorcock este ano….

Bizarrices. Foi legal conhecer Leonel Caldela num romance de  fantasia/horror que se passa no Brasil, mas ler Kurt Vonnegut é sempre um prazer e uma surpresa.

PRODUÇÃO

Alguns leitores me escrevem perguntando sobre próximos romances… Pretendo publicar dois, dos três que tenho “prontos” em 2015. Continuo escrevendo dois romances, um que ainda não tem título, mas que pós-apocalíptico e de fantasia num mundo que em que já houve alta tecnologia. Outro, por enquanto, se chama “Herdeiro de Kamanesh” e se passa cerca de vinte anos depois de “Oráculo Esquecido”. Ainda não decidi se será um livro único, ou uma série. Bem, na verdade tenho cerca de 6 romances em andamento, mas decidi focalizar nesses dois. Às vezes a inspiração para um deles se esvai… E acabo pegando um outro, ou até começando algo novo. Vamos ver onde a inspiração me leva em 2015.

Também estou trabalhando para publicar alguns contos que estavam parados… Coisas esquisitas. Tem uns três de Sci-Fi bem malucos, um de super-heróis e também, uns de fantasia da Terra das Nove Luas, que não podiam faltar, né?

Estive fazendo uma adaptação/expansão do Memorial de Quill para quadrinhos, mas parei com o projeto. Depois de tentar ilustrar eu mesmo, decidi contratar bons desenhistas, mas dei azar e a coisa toda não foi para a frente. Se souberem de um bom quadrinista que está em busca de histórias para soltar seu traço, me avisem, ok?

2014 foi bem produtivo, especialmente considerando o fato que estou com uma filha de 4 anos e que este ano nasceu meu segundo filho, que está agora com 5 meses. Fora isto, meu trabalho de 6 horas, transformou-se de 8+. Enfim, o tempo para escrever anda bem reduzido, mas ainda assim, tenho conseguido alguma coisa… Que venha 2015. Tudo de bom para vocês e obrigado por acompanharem meu trabalho.

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O Código Élfico – Leonel Caldela

Código ÉlficoSanto Ossário, a cidade para onde todos voltam, uma pitoresca cidadezinha brasileira de interior, chega a ser um personagem na trama ousada delineada pelo autor em O Código Élfico. Digo ousada, por que não é todo dia que nos deparamos com a mesclagem de gêneros e temas que Leonel empreendeu para constituir este romance. Talvez a mais relevante seja a ideia de mesclar fantasia de origem estrangeira (no caso nórdica) num pano de fundo de brasilidade, algo que é possível encontrar na literatura de cordel, ou na série de Roberto Sousa Causo, a Saga de Tajarê. Mas o Código Élfico não se enquadraria no gênero borduna e feitiçaria, tampouco espada e magia. De algum modo, lembra uma das séries de Michael Moorcock, The Dreamthief’s Daughter, The Whitewolf’s Son e The Skraeling Tree. Nela, um dos personagem clássico de histórias de espada e magia, Elric visita a terra através de Ulric Von Bek, e por exemplo, há uma batalha entre uma revoada de dragões montados pelos lordes de Melninbonè contra esquadras de aviões da Luftwaffe durante a segunda guerra mundial. Em o Código Élfico, vemos elfos montados em grifos combatendo helicópteros Apache, Black Hawks e aviões bombardeiros.

A mesma vibe.

Aliás, definir o gênero do livro é um pouco desafiador, pois ele varia ao longo do livro. Em alguns momentos, predomina o horror, em outros, há uma pitada de sátira envolta no uso de meta linguagem de filmes e da própria ficção literária. Em outros, há um tom de narrativa oriental, zen-budismo e momentos “filosóficos”. Ali na esquina, estamos beirando o gênero de super-heróis, com socos que arremessam inimigos a vinte metros de distância e monges que provocam tufões arrasadores soprando automóveis e outras coisas. Há também uma pitada de fantasia e magia, aqui e ali, e mesclagem com alta tecnologia, engenharia genética e outros bichos. Sei lá, algo como salada fantástica horrorífica à brasileira. Ou talvez, simplesmente New Weird (mas confesso que entendo pouco deste gênero).

 Não foi um livro fácil de ler, pois durante quase todo desenrolar da trama algo ficava faltando para dar liga e transformar o livro num “virador de páginas” (aqueles que não conseguimos parar de virar as páginas). Não digo com isso que o livro seja ruim, na verdade, há muitos elementos nele que me agradaram. Vamos a eles. (mais…)

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O Arqueiro – Bernard Cornwell

ArqueiroUma vez que abri o espaço aqui para ficção histórica com a resenha de 1356, continuemos… Ler este livro não estava nos meus planos, mas tive uma fortuita visita de um colega de trabalho trazendo o livro e perguntando se eu não gostaria de ler para depois discutirmos. Então aceitei. Li bem rápido, pois queria devolver e por que o livro é muito bom!

Por coincidência, o Arqueiro é o primeiro livro da saga de Thomas de Hookton (que vimos em 1356). Faz parte de uma série chamada Trilogia do Graal. O segundo livro é “O Andarilho” e terceiro “O Herege”. Em “O Arqueiro”, vamos conhecer Thomas em suas origens, ainda um rapaz, vivendo na vila de Hookton, na costa da Inglaterra. Thomas, mesmo contra a vontade do pai, que é um estranho padre de passado misterioso, aprende a usar o arco, desde a infância, por influência de seu avô. A vida e o destino de Thomas mudam quando Hookton é arrasada por uma incursão de piratas franceses lideradas pelo cavaleiro Guillliaume d’Evecque e a relíquia guardada por seu, a lança de São Jorge, é roubada.

Anos depois, Thomas serve no exército inglês numa busca pessoal por vingança. Há três segmentos narrativos que acompanham o avanço de Thomas, Bretanha, Normandia e Crecy. No primeiro segmento, Thomas é comandado pelo competente Will Skeat e a missão deles é tomar a cidade de La Roche-Derrien. A trama vai se formando na medida em que surge um de seus antagonistas direto, Sir Simon Jekyll e a donzela (e depois interesse romântico) em perigo a quem ele salva, Jeanette. (mais…)

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