Lugar Nenhum – Neil Gaiman

Capa: Lugar NenhumNeil Gaiman é um grande escritor e que domina o gênero fantasia. Como distorcer realidades e usar a imaginação para criar mundos fantásticos. Suas descrições de personagens, situações e acontecimentos, muitas vezes, recorrem ao não convencional trazendo uma experiência de leitura prazerosa.

Lugar Nenhum é um livro de fantasia urbana que se passa em Londres. A Londres de Cima, é o mundo normal que conhecemos, a Londer de Baixo, é um ambiente semi-mágico habitado por pessoas estranhas, seres fantásticos e que vamos explorar junto com o protagonista, Richard Mayhew.

Uma curiosidade: foi produzida, em 1996, uma série para TV da BBC na qual o livro foi baseado. Tive a chance de assistir 2 episódios. Eu não aconselho ver. A produção é razoável, mas daria tudo para obter de volta todas as imagens imaginei lendo, já que agora, parte delas foi roubada pelo que vi da série de TV. A série, em termos de efeitos, etc, já ficou um pouco datada. Contudo, a produção um longa metragem com um orçamento grande, nos dias atuais, poderia compensar.

Richard, um típico cara normal, que tem uma bela e mandona namorada com que pretende se casar, se esbarra com uma garota caída na calçada e sangrando. Por algum motivo ele a nota e resolve ajudá-la. Digo, por algum motivo, pois como vamos descobrir durante a trama, é improvável que habitantes da Londres de Cima consigam fixar atenção em qualquer habitante da Londres de Baixo. Vamos então, saindo da realidade para um contexto onde coisas estranhas e até absurdas começam a acontecer, como por exemplo, a garota salva por Richard, chamada Door, ser alguém capaz de conversar com animais.

A narrativa de Gaiman é bem humorada e perspicaz e isso o funciona como um bom lubrificante para a trama. Somos introduzidos aos demais personagens, pouco a pouco, entre estes, a dupla de vilões, Sr. Vandemar e o falastrão, Sr. Croup, ambos cruéis e sádicos que estão no encalço de Door. Eles trabalham para alguém misterioso, alguém que mandou matar toda a família da Door, e não sabemos o porquê.

A jornada de Richard não é nada fácil, pois a princípio,ele não tem nenhuma aptidão especial para sobreviver nos túneis e câmaras da Londres subterrânea. É um cara de quem a gente chega a sentir pena, de tão tonto que é, mas que vamos simpatizando, na medida em que se mostra sempre bem humorado e disposto a ajudar.

Acho que alguns poderão considerar um ponto fraco deste livro o fato de Richard, até uma boa extensão da estória, ser alguém sempre sendo levado pelas circunstâncias, e não, como deveria um protagonista típico, tomar as rédeas e resolver os problemas por si só.

Penso que o ponto forte, além do próprio talento do autor para descrever cada situação, delinear o enredo e construir cada personagem, é o fator de descoberta de um mundo sobrenatural desconhecido para o leitor em conjunto com Richard. A ambientação da Londres de Baixo, seus habitantes, hábitos culturais e esquisitices é realmente ótima.

O livro é como uma passeio louco em que pegamos uma boa carona com Richard. Acredito de muitos de nós não faríamos algo diferente se submetidos a situações tão estranhas e inesperadas. No fim é uma jornada de aprendizado, crescimento e mudança. Na perspectiva da uma evolução de Richard o ritmo é devagar, com quase tudo, ficando para porção final da estória.

É uma jornada com algumas boas surpresas, que vale a pena percorrer e poderá agradar os amantes do gênero fantástico.

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Shiroma – Matadora Ciborgue – Roberto de Sousa Causo

shiroma capaFicção científica não é o gênero que tenho mais lido nesses últimos anos, mas certamente um gênero pelo qual tenho muito gosto e que foi porta de entrada para minha vida de leitor. Li o suficiente de romances de autores estrangeiros de FC para dizer que Shiroma, Matadora Ciborgue, é um bom livro e que poderá agradar muito aos fãs de ficção científica. Vale dizer que, talvez assim com uma grande massa de leitores, conheço muito pouco da FC nacional.

Meu interesse pelo livro veio do fato de já acompanhar outras obras do autor, tais como a Saga de Tajarê e o romance A Corrida do Rinoceronte. Como de costume, tentarei falar sobre a obra evitando spoilers.

Protagonista por uma anti-heroína, letal assassina trans-humana, no caso, uma ciborgue, o livro é organizado numa sucessão de contos cronologicamente relacionados e que acabam dando ao conjunto da obra um aspecto de romance, mas com narrativa episódica. Entende-se que o autor, quando criou a obra, o fez por partes e ao longo do tempo, um conto de cada vez, até que a soma deles veio a configurar uma única publicação. Este fato leva à presença de algumas trechos com recapitulações, dentro de cada conto, mas que não chegam a incomodar.

A ambientação é bastante interessante. Os contos se passam no século XXV, num futuro em que a raça humana está em expansão, colonizando mundos em zonas relativamente próximas à Terra. Neste cenário, há forte influência de corporações na política. Há registro de outras civilizações e raças inteligentes, mas que nesses contos, isso tem pouca relevância. Exceto por um dos contos, em que a assassina interage com uma interessante dupla de gneifohros, alienígenas inteligentes que lembram cães. Este livro ocorre no mesmo universo ficcional (galAxis) do romance Glória Sombria e de outros tantos contos e noveletas. Para mais, veja o site: http://galaxis.aquart.com.br/

bela_nunesO livro começa com um conto de origem, protagonizado pela mãe de Shiroma, Mara Nunes, também uma ciborgue, mas de um modelo menos avançado. E daí para frente, seguimos a trajetória da filha, Bella Nunes. O tema central dos contos são as missões de Shiroma como assassina e o impacto disto em sua psique, de algum modo frágil, e sua própria forma de lidar com sua situação: a de ser uma espécie de prisioneira nas mãos de uma dupla de criminosos, Tera e Tiago, que são personagens recorrentes na trama. Em meio à ação, intrigas e perigos mortais, a protagonista tenta traçar seu próprio destino e se recuperar do trauma de ter sido tirada de sua mãe e de sua terra natal, além de perder a própria identidade e seu nome. Um dos aspectos instigantes da obra são os dilemas morais enfrentados por Shiroma.

Shiroma é um tipo de ciborgue de tecnologia mais avançada e ainda desconhecida para o grande público, que mistura avanços nanotecnológicos e genéticos. Treinada desde criança para se tornar uma assassina implacável, há algo de humano que ainda ressoa em seu interior e que a impede de simplesmente agir sempre do modo que seus captores desejariam.

Os contos possuem tonalidades diferentes, mas com um fio condutor em comum. Exceto um deles, no qual a protagonista não possui uma participação direta, sendo este tratado do ponto de vista de outros personagens, enquanto as ações de sua atuação são investigadas. E isso permite ao leitor um vislumbre diferente de outros aspectos constantes desta ambientação.
Gostei o bastante para decidir que uma de minhas próximas leituras será o romance Glória Sombria, protagonizado por pelo herói Jonas Peregrino, que é citado em um dos contos desta obra.

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O Sacrifício – As Aventuras do Caça-Feitiço, livro 6 – Joseph Delaney

O SacrifícioNeste capítulo da série, Tom volta a se encontrar com sua mãe para enfrentar uma das maiores ameaças até então, uma deusa maligna da Grécia chamada Ordeen. É o episódio mais épico até então, com uma batalha de grandes proporções entre trevas e luz. Este fato ajuda a quebrar um pouco o ritmo e a fórmula empregada até então.

Vamos conhecer mais da história da mãe de Tom e que consequências isto tem para o futuro dele, do Condado e do mundo. Trevas e Luz unem forças para evitar que Ordeen volte ao mundo para espalhar as trevas. Neste caso, vemos uma aliança entre Tom, seu mestre, Alice, Bill Arkwright, a mãe de Tom, Grimalkin, Mab Mouldheel e outras feiticeiras de Pendle que se opõem ao Maligno.

Para enfrentar inimigos tão fortes a mãe de Tom e ele mesmo, precisarão realizar grandes sacrifícios… Tom se vê, cada vez mais, tendo que confrontar sua lealdade a seu mestre em relação a lealdade à sua mãe e Alice Deane. O caminho de Tom para ser corrompido lentamente pelas trevas continua…

Com o sexto livro da série o autor prova que ainda consegue manter o interesse do leitor, a despeito de não fugir muito à estrutura empregada nos demais livros da série até então.

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O Erro – As Aventuras do Caça-Feitiço, livro 5 – Joseph Delaney

Não dá para negar que fiquei viciado nesta série, mas ao mesmo tempo, vai ficando mais difícil escrever comentários sobre cada novo livro. Bem, se você está aqui, lendo sobre o quinto livro da série e sabe onde está, tudo bem, mas pode ser que precise retornar e ler a resenha do primeiro livro da série.

O Erro narra uma nova etapa no aprendizado de Tom Ward, na qual viaja para o norte para ficar sob tutela de um ex-aprendiz do Caça-Feitiço chamado Bill Arkwright. Este vive num velho moinho numa região pantanosa e repleta de feiticeiras da água. Os métodos de treinamento de Bill são muito duros de modo a levar Tom aos seus limites, um reforço no treinamento que ele pode realmente vir a precisar no futuro. O Maligno ainda está no encalço de Tom e envia desta vez, a terrível feiticeira Morwena, Olho de Sangue, para ceifar sua vida.

Mais uma vez temos uma ambientação sinistra, inimigos terríveis e situações muito tensas. A relação da Tom e Alice avança cada vez mais, a despeito da desaprovação de seu mestre. Veremos mais uma vez o retorno da bruxa assassina Grimalkin, mas desta vez para cumprir um papel diferente.

Enfim, vamos conhecendo mais elementos deste universo fantástico e sombrio que foi criado para o público jovem, mas que contém uma boa dose de elementos de horror para provocar nojo e calafrios em adultos também. É um fato que a repetição da fórmula vai trazendo saturação à série.

Já estou no oitavo livro e resistindo bem, mas certamente uma coisa que começa a incomodar um pouco é uma dose um pouco grande de recapitulações, em especial, nos primeiros capítulos. O fato é que a fórmula vem se mantendo, troca-se o cenário, os inimigos, havendo muitas vezes um inimigo principal e um secundário, o rumo da estória vai ficando um pouco previsível, mas sem que apareçam uma surpresa ou outra.

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A Batalha – As Aventuras do Caça-Feitiço, livro 4 – Joseph Delaney

Chegamos ao quarto livro desta divertida série que tem mantido um bom nível. Uma terrível ameaça paira sobre o Condado. Tom, o Caça-Feitiço e Alice vão para Pendle, a província onde Alice nasceu e que é infestada por bruxas malévolas.

Mesmo sendo bom, é possível notar a repetição de uma fórmula que talvez prejudique os próximos volumes. Não houve grande desenvolvimento em relação aos personagens como nos livros anteriores, mas a parte de ambientação e trama continuam muito boas.

Em Pendle, 3 clãs de bruxas rivais estão para se unir a fim de trazer de volta à terra o Diabo. Um pouco mais da história da mãe de Tom é revelado, um pouco mais sobre seus irmãos e também temos a introdução de uma nova antagonista, a bruxa assassina Grimalkin (que retornará num próximo livro da série). Outra antagonista interessante que aparece é a bruxa Mab que parece ter uma queda por Tom, fato que pode levar várias complicações para o rapaz.

As coisas estão tensas para Tom, uma vez que membros da sua família estão sob sério risco e ele precisa correr muito para salvá-los. Um aspecto interessante no que diz respeito à ambientação é que começam a ser abordados temas políticos, como uma guerra e o papel que as autoridades possuem no Condado.

E para variar, a sensação de clima sombrio e de horror continua sendo muito bem trabalhada pelo autor. Essa é uma série voltado para um publico adolescente, mas continuo querendo devorar esses livros. Já comprei os próximos volumes. E vamos adiante!

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O Segredo – As Aventuras do Caça-Feitiço, livro 3 – Joseph Delaney

BCapa O Segredorrrr, que frio! A coisa esfria no terceiro volume desta série infanto-juvenil. Um inverno longo, duro e cruel se aproxima. E que lugar terrível é a casa de inverno, em Anglezark, lugar onde Tom Ward, sua amiga Alice e John Gregory, o Caça-Feitiço, vão passar uma temporada.  

Tom é o aprendiz do Caça-Feitiço local, ou seja, seu trabalho é capturar bruxas, ogros e espantar fantasmas.

Na continuidade da trama, vão surgindo cada vez mais fatos sobre o misterioso passado do Caça-Feitiço. E a quantidade e teor dos desafios que Tom tem que enfrentar parecem apenas aumentar. Tom terá que descobrir se as estórias que dizem sobre um antigo espírito maligno, Golgoth, são verdadeiras. Ao mesmo tempo, descobrir alguns dos segredos bem guardados por seu mestre.

A cada novo livro que começo a ler, vem aquele medo de que a coisa toda se esgote, ou perca o ritmo. Mas isto ainda não aconteceu com essa série. O terceiro prende tanto a atenção quanto seus antecessores.

A casa de inverno revela-se como um lugar medonho, escuro e com um porão recheado de criaturas das trevas aprisionadas. Há evolução e reviravoltas na relação de Tom com sua família, com Alice e com o próprio Caça-Feitiço.

Um dos novos personagens que surgem é um antigo conhecido do Caça-Feitiço, que logo no início da trama, pede a Tom para entregar uma carta a seu mestre. O Caça-Feitico, como é de seu feitio, é reticente com as dúvidas de Tom e mais um mistério começa…

Ao longo da trama, novas dúvidas vão surgindo (e resurgindo) quanto em quem Tom deve confiar. A a confiança, ou falta dela, poderá causar terríveis consequências para Tom e seus companheiros.

Novamente, (a fim de escapar de spoilers) só cabe repetir que que Joseph Delaney é um escritor muito habilidoso e que conseguiu construir, até aqui, uma série incrível que tem boa dose de aventura, suspense e horror.

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A Maldição – As Aventuras do Caça-Feitiço, livro 2 – Joseph Delaney

É o segundo livro dessa série e veio para mostrar que aquilo que começa bem, pode sim, melhorar.

Nesta nova aventura o jovem Thomas Ward e seu mestre, o Caça-feitiço, vão enfrentar ameaças ainda maiores do que a velha Mãe Malkin. Tom começa trabalhando sozinho para tentar capturar o Ogro (Boggart no original) que mantém aprisionado o irmão de seu mestre, uma vez que ele está adoentado. Aqui vale uma ilustração do clima do livro, com pequeno, mas passável spoiler. O padre, irmão do Caça-Feitiço, está preso na igreja, com uma das pernas, já gangrenando, puxadas para dentro uma fenda feita pelo ogro que suga e se delicia lentamente o seu sangue.

Como no primeiro livro, o autor consegue trazer sentimentos macabro, medo e uma atmosfera sombria. Há um grande aprofundamento nos personagens já apresentados e começamos a conhecer um pouco do passado do  velho Gregory (Caça-feitiço).

A amiga de Tom, a bruxa Alice, também está de volta e seu envolvimento na trama e no confronto ao Flagelo, o principal antagonista sobrenatural do livro. Além de ameaças sobrenaturais, os personagens terão de confrontar a figura do terrível e cruel inquisidor da igreja que quer eliminar bruxas, caça-feitiços, sendo culpados ou não, a fim de obter poder para si e garantir o monopólio da igreja no assunto de enfrentamento ao sobrenatural. Mesmo sendo “apenas” humano, inquisidor é uma figura muito assutadora também.

Esse segundo livro é totalmente imersivo, daquele tipo que não queremos para de ler um minuto sequer. Acabei lendo em menos de 3 dias.

Muito da estória se desenrola em torno da cidade de Priestown (local com grande concentração de religiosos) onde um antigo espírito maligno foi aprisionado em antigas catacumbas. É um ótimo exemplo de criatura maligna… Algumas passagens nas quais a criatura tenta tom através de seus sonhos e também as referências aos padres que ele enlouqueceu e fez se suicidarem, mostram a natureza vilanesca e corruptora da criatura. Além disso, sua capacidade de esmagar as pessoas, achatando-as no chão, é uma coisa medonha também. Ao longo do livro, vão chegando informações sobre o passado desse mundo, suas criaturas, tradições e história. Sobre isto, temos a impressão de que nos próximos livros veremos essa ambientação se tornar ainda mais rica.

A relação de Tom com Alice continua muito interessante e há tensão crescente neste segundo volume. É também notável a capacidade do escritor de narrar e descrever de um modo muito atrativo, criando a atmosfera adequada e deixando cada paragrafo e passagem aprazível.

Apesar de voltado ao publico juvenil, pode mesmo constituir uma boa aventura para adultos também, com personagens memoráveis, tensão, trama interessante e boa dose mistura de terror visual/físico com horror psicológico.

Muito recomendado!

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Olhos Negros é um dos vencedores do Wattys 2015!

 

wattys Hoje estou muito feliz, pois saiu a premiação de uma de minhas obras, Olhos Negros, no the Wattys 2015!

Premiada na categoria: Tesouros não Descobertos no Wattys 2015 .

 

Para quem não conhece, esse é o primeiro volume da Trilogia do Novo Elo. É uma livro de Alta Fantasia, mas com um toque sombrio. Há elementos de mistério, intrigas, magia, romance, itens encantados, etc.

Capa Olhos Negros

Sinopse

O jovem cavaleiro Kyle Blackwing e seus companheiros, Archibald, um monge Naomir e Kiorina, aprendiz de feiticeira, investigam o nascimento de crianças de olhos negros. Eclode uma guerra contra as hordas dos terríveis bestiais. O reino de Lacoresh é ameaçado por forças sombrias e ocultas. Com a guerra e intrigas, a vida, inocência e fé dos três jovens é afetada.

Leia no Wattpad.

 

 

 

 

Algumas opiniões de leitores:

  • Parabéns ao Carlos pelo excelente trabalho. Acabei de ler Olhos Negros e já vou começar Maré Vermelha. E já estou pensando: quando chega o último volume da trilogia?
    Adorei! Uma coisa é escrever um livro; outra muito mais difícil é criar um mundo, raças, línguas, descrever o que não existe etc.. Você faz isso muito bem! Mais uma vez parabéns!
    Jacqueline Sartori
  • Começando e já achei o primeiro capitulo simplesmente maravilhoso. Sua escrita é ótima, o modo como descreveu tudo me fez sentir dentro do ambiente.Continuo com certeza, parabéns!
    @OlgaBrigida
  • Bom, terminei! Gostei bastante, nossa, muito boa história, muito bem contada, bem escrita, muito detalhada, bem legal. Vou para o próximo com certeza.
    @ViciniusGarbin
  • Enfim, daqui escreve um grande fã seu de Angola, cuja rotina diária foi seriamente alterada apos desfolhar 2 páginas(…), desejo a ti muita forca, muita inspiração e quedasse cabeceira continue a fluir esse jii que transborda e se efectiva na bela arte da escrita. Abraços e continue com o bom trabalho.
    Josemar Adriano

Resenhas:

http://canastraliteraria.blogspot.com.br/2014/07/olhos-negros.html

Escreva sua resenha!

Trecho do livro:

Kyle sentiu o braço doer, mas, naquele momento, não havia tempo para dores. Era só o primeiro bestial a cair, e outro já estava a caminho. Tinha grandes orelhas de abano e carregava uma espada de metal muito suja, que segurava com as duas mãos. O golpe veio rápido, mas Kyle conseguiu desviá-lo com a espada. Sentiu a força dele, maior que a sua. Segurou a lâmina da espada com a mão direita, protegida por uma luva de couro grossa. Aparou o segundo golpe, segurando a espada com as duas mãos, horizontalmente. Apesar de estar usando uma luva, o impacto do golpe abriu um corte na palma de sua mão direita. O bestial não retirou a espada, e os dois começaram uma disputa de força. Olharam-se dentro dos olhos, e o bestial gritou:

– Egror orto Morr!

Kyle olhou para o rosto daquele monstro peludo e disforme, que, além de tudo, tinha um hálito terrível. Sentiu seu sangue escorrendo pelo braço e muita dor na mão cortada.

Este livro pode ser lido na íntegra e de forma gratuita na plataforma Wattpad. Também estão disponíveis versões pagas no formato eBook (ePub e mobi) em várias lojas, conforme abaixo. Comprar as versões pagas é uma forma de incentivar nosso trabalho.

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Minha opinião

Se você gosta de fantasia, mas está em dúvida sobre qual dos meus livros ler primeiro, aconselho a ler Olhos Negros. Faz parte de uma trilogia, não é curto, mas pelo conjunto de retornos que recebo dos leitores acho que é a série que mais agrada.

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Trono de Vidro – Sarah J. Maas

Sempre que eu passava na livraria, dava uma olhada naquela capa eu pensava: “Parece bom, uma hora eu compro para ler”. Então, consegui uma cópia do livro e… Primeiro, o livro tem uma premissa legal: “A maior assassina do reino, presa nas minas de sal tendo uma chance de ganhar sua liberdade de volta num tipo de torneio até a morte…” Dá para animar, né?

Então Calaena Sardothien  é retirada das minas de sal e levada para a capital para se instalar num castelo que sofreu uma reforma para se tornar um castelo de vidro. É cercada por dois charmosos pretendentes, o príncipe e o capitão da guarda. Bem, o romance e diálogos divertidos e uma pitada de mistério são os pontos fortes do livro. E boa parte da trama fica em torno disto. Mas a construção do mundo e sensação de verosimilhança que a autora dá à ambientação e a trama em si é fraca.

A narrativa não é de todo ruim, dá até para gostar mais ou menos dos personagens e até mesmo a parte do romance, mas a execução do livro fere demais algumas ideias básicas de sua premissa. No final das contas, Calaena Sardothien não convence como a mais notória assassina de Adarlan. Afinal, o que ela fez para merecer esse título? A ação no livro é boa, mas tardia. Só aparece próximo ao final. Para aqueles que buscam mundos de fantasia coerentes, talvez não fiquem muito felizes com este livro.
É um típico livro do tipo ame ou odeie. A despeito do que disse, nem amei, nem odiei. Mas não é nada memorável e não me deu vontade de continuar lendo a série. E vou ficar por aqui, sem muita animação para elogiar ou “descer a ripa”.

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O Espadachim de Carvão – Affonso Solano


Bem, eu cheguei a esse livro às cegas, sem nenhuma indicação e nenhuma informação a respeito. Sua descoberta foi uma ótima surpresa!

Se prepare para adentrar num novo mundo povoado por estranhas criaturas e deuses nada convencionais. O Espadachim de Carvão nos apresenta Adapak, um jovem semi-deus do mundo de Kurgala. Ele é um ser singular e um guerreiro de habilidade incomparável, mas também um sujeito inteligente e inocente.  Ele apendeu muito sobre o mundo em livros, mas viveu a maior parte de sua vida isolado da civilização.

Agora, teve que abandonar seu lar e está sendo perseguido por assassinos e não tem a menor ideia do porquê eles o perseguem. Tudo que eles dizem é uma palavra que para ele não tem sentido: Ikibu.

A primeira vista, parece tratar-se de uma estória de fantasia, mas ao longo da leitura, vão surgindo algumas dúvidas a este respeito e, mesmo havendo um forte sabor do gênero espada e feitiçaria (sword and sorcery) na obra, surgem sugestões de explicação fora do ramo sobrenatural para o mundo de Kurgala, seus deuses, povos e magia. Então, como o livro não entra em detalhes quanto a estas explicações, senti que ele mais se aproxima do gênero romance planetário, ou seja, um romance de ficção científica cuja parte científica fica em segundo plano. Algo como O Planeta dos Dragões, de Jack Vance.

É um livro recheado de muita ação, com cenas de batalhas bem descritas, com um toque cinematográfico. É também um thriller de mistério, no qual, ao mesmo tempo que Adapak é perseguido, precisa desvendar alguns mistérios… Como seus assassinos sempre o localizam? Quem quer sua cabeça? Etc.

Que sorte que há humanos em Kurgala, pois eles são a única âncora para que possamos nos localizar e imaginar esse mundo repleto de raças inteligentes e animais fantásticos. Nekelmurianos, gisbarianos, usharianianos, etc, são muitas raças exóticas (com nomes exóticos) que convivem neste mundo, e como somos apresentados a muitas raças, em alguns momentos, me senti um pouco perdido e com dificuldade para imaginar, nada que prejudique o global, é claro. O tipo do livro que deveria vir acompanhando de um atlas, ou bestiário.

Tem muitos personagens secundários interessantes, mas a aparição e permanência deles na narrativa é um pouco curta… Quando estamos começando a gostar deles, lá se vai Adapak para outro canto… Do ponto de vista de temas, é notável a crítica a respeito de drogas e prostituição, vistas do ponto de vista inocente do protagonista. Acho que o aspecto que mais gostei neste livro foi o uso de metalinguagem. Adapak passou boa parte de sua infância lendo livros dados por seu pai, o deus Dingirï, Enki’När. Entre estes, havia livros de aventura que só conhecemos os títulos e algumas alusões, as aventuras de Tamtul e Magano. Os títulos destes livros imaginários já valem o livro… Fiquei viajando imaginando essas estórias.

  • Tamtul e Magano contra a ampulheta da Rainha Estátua;
  • Tamtul e Magano contra o terror do abismo vermelho;
  • Tamtul e Magano em busca da torre invertida;
  • Tamtul e Magano e o elmo do imperador sorridente;
  • Tamtul e Magano contra o gigante de vidro;
  • Tamtul e Magano contra a ampulheta da Rainha Estátua;
  • Tamtul e Magano contra o olho de Pht’Angü;
  • Tamtul e Magano contra o terror do abismo vermelho;
  • Tamtul e Magano e o tesouro da ilha submersa;
  • Tamtul e Magano contra a ameaça de Rumbaba;
  • Tamtul e Magano e os muros da fortaleza de areia.

Não gente, fala que não é o máximo?

No frigir dos ovos, é um livro legal sim, principalmente pela originalidade. Mas é um pouco rápido demais e em alguns momentos senti falta de descrições melhores, tanto dos personagens como dos cenários. Um bom livro de estréia. Descobri agora que saiu uma continuação, então espero que autor apresente alguma evolução em seu texto para que seja uma obra mais “redondinha”.

Enfim, se você está em busca de uma aventura diferente, com mitologia própria, ação, mistério, narrativa contemporânea, seu livro é O Espadachim de Carvão, livro de estréia do escritor Affonso Solano.

Veja mais no site do livro: http://espadachimdecarvao.com/

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